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Um novo modelo de negócio

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

O carioca Maurício da Silva Votre, 35 anos, é formado em publicidade e trabalhou durante cinco anos na área. Cansado do rumo que sua carreira tomava, decidiu fazer um curso de guia de turismo. “Fiz isso já pensando em mudar de profissão”, diz.

Quando seu irmão voltou para o Brasil depois de cerca de três anos morando na Inglaterra, a vontade de empreender ganhou ainda mais força. “Ele é técnico em turismo e chegou animado em criar um negócio próprio”, conta. Somados os dois desejos, em 2006, eles montaram a DNAventura, uma agência de turismo focada em roteiros de ecoturismo no Rio de Janeiro.

No entanto, os dois patinavam um pouco na administração do negócio, por não terem uma formação prática na área administrativa. “Tudo o que a gente fazia era na base da tentativa e erro”, fala Maurício. Atentos às notícias do mundo dos empreendedores, descobriram uma boa oportunidade para mudar: o projeto Extreme Makeover, realizado pela Editora Globo em parceria com o Itaú, que ajuda empresas a gerirem melhor suas finanças e a usarem melhor a tecnologia em prol de seu sucesso.

Tempo de mudanças

Os irmãos embarcaram no projeto em 2011, acreditando que, dali, poderiam surgir ideias para alavancar os negócios da empresa. Depois de seis meses na experiência, Maurício percebeu que sua agência de turismo precisava de uma ação de marketing mais ativa. “Começamos a ligar para as empresas nos apresentando e também marcávamos reuniões para oferecer os nossos produtos e formar parcerias”, conta.

Esses contatos ajudaram os empresários a enxergarem outro tipo de cliente, os corporativos. “Criamos alguns roteiros para as empresas realizarem com seus funcionários”, conta Maurício. “A ideia é levá-los para algum lugar da cidade em que fiquem em contato com a natureza e, lá, participem de uma série de atividades que estimulem a liderança, por exemplo”, explica.

Com esse novo foco, a rentabilidade da agência aumentou. “Antes, demorávamos meses para conseguir atender 80 pessoas. Com nossos clientes corporativos, conseguimos essa marca em um mês”, diz Maurício. Outro plano dos empresários é investir mais em roteiros para turistas estrangeiros. “O Rio está sendo muito procurado por essas pessoas. E não podemos perder essa oportunidade.”

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Nunca é tarde para mudar

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Até 2007, o paulistano José Walter da Costa, 63 anos, três filhos e seis netos, só pensava em seu trabalho em um escritório de contabilidade. “Eu era um sedentário e trabalhava demais”, conta. Mas, naquele ano, José Walter descobriu que estava com um câncer no intestino. Como era de se esperar, sua primeira reação foi de abatimento, mas logo decidiu aproveitar o momento crítico para transformar sua vida. “Resolvi realizar os meus sonhos”, diz.

Como tinha que passar muito tempo no hospital por conta das sessões de quimioterapia, José decidiu usar aquelas horas para escrever uma autobiografia. “Sempre sonhei em escrever um livro. E achei que aquele era um bom momento para fazer um retrospecto da minha vida.”

Trajetória foi lançada em 2010, pela editora Manole. O novo escritor gostou tanto do ofício que hoje mantém uma coluna no site O taboanense. E a realização desse sonho foi só o começo, o ponto de partida para que José Walter descobrisse que era capaz de muito mais.

Corpo são, mente sã

Assim que o tratamento terminou, José Walter passou a acompanhar a mulher, Catarina, 61, às sessões matinais de ginástica do Itaú Viver Mais, um projeto voltado para aposentados e idosos com o objetivo de trazer mais qualidade de vida por meio do lazer e de atividades físicas gratuitas, como caminhadas, aulas de yoga, teatro, dança e coral.

“Eu era um enferrujado e sem disposição. Hoje, eu já consigo encostar as mãos nos pés sem dobrar os joelhos nas aulas de alongamento”, fala. A energia que José tem hoje é de dar inveja a muitos jovens de 20 anos. Ele acorda às 5h30 todos os dias. Uma hora depois, ele e a esposa já estão no Viver Mais para fazer seus exercícios. Voltam para casa às 10h, e José vai para o escritório de contabilidade trabalhar até as 18h. Depois do expediente, o tempo de José ainda é dividido entre ensaios de teatro e canto. “Só volto para casa por volta das 22h.”

Aos sábados, ele participa de uma oficina de teatro para aprimorar ainda mais o talento recém-descoberto. “Os domingos eu reservo para ficar com a esposa, senão ela reclama”, conta, entre risos. Começar a se exercitar e conviver com outras pessoas trouxe mais vigor à sua vida, em um momento fundamental. “Eu sempre digo que nunca é tarde para fazer mudanças. E somos nós os responsáveis por elas”, diz.

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A força que nunca acaba

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Terceira de uma prole de sete mulheres, Elizete Matos, 49 anos, nasceu em Irecê, no interior da Bahia. Veio para São Paulo aos 19 anos, para tentar uma vida melhor. “Aqui eu trabalhei como doméstica, diarista, costureira. Fiz de tudo”, conta. Filha de comerciantes, herdou o tino para lidar com negócios. “Desde que eu era pequena meus pais tiveram comércio”, diz.

Em São Paulo, no entanto, seu marido nunca lhe deixou cuidar do bar que mantinham na frente de sua casa. O estabelecimento foi o primeiro erguido na vila onde o casal morava, na periferia de Itapevi, na Grande São Paulo. Entretanto, depois que se separou, há 10 anos, a rotina de Elizete mudou: ela precisou arregaçar as mangas e tomar conta do negócio.

Volta por cima

“Eu não sabia que tinha tanta força. Quando o meu marido foi embora, eu queria morrer”, lembra. Mas a vontade de dar a volta por cima ocupou o lugar da melancolia. Ela reformou todo o estabelecimento com suas economias mais um empréstimo que fez pelo sistema de Microcrédito do Itaú – sistema do banco que oferece crédito a donos de pequenos negócios e que já realizou mais 28,9 mil operações de financiamento.

Com a reforma, o bar passou a oferecer comida de qualidade aos clientes. Elizete recuperou receitas de sua terra para vender pratos típicos nordestinos aos vizinhos, como sarapatel, mocotó e vaca atolada. A comerciante abre o estabelecimento todos os dias às 10h. “Quando fecho o bar, às 23h, vou para casa cozinhar. Só durmo lá pelas duas da manhã”, conta.

É preciso ter gana sempre

No bairro, Elizete é reconhecida como uma mulher batalhadora. “Eu trabalho de domingo a domingo. E meus vizinhos sempre dizem que eu deveria tirar uns dias para descansar. Mas aí, quem vai cuidar do meu comércio?”, diz. O negócio lhe ajudou a criar suas três filhas, construir uma casa para ela, duas para suas meninas mais velhas e outras duas que ela mantêm alugadas para completar o orçamento.

“Agora estou terminando de fazer mais uma reforma aqui. Vai ficar bonito”, fala, feliz da vida. E pensa que ela já está satisfeita? Elizete pretende se arriscar em outras áreas: “Assim que conseguir juntar mais um dinheirinho, meu plano é montar uma escola para cuidar com minha filha do meio que estuda pedagogia”.

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Maria Victória no país da literatura

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“BA-NA-NA. Mãe, aqui está escrito banana!”, disse Maria Victória, indo ao encontro de Elizangela, que preparava o almoço na cozinha. Essa cena aconteceu em 2011, quando Maria Victória tinha apenas cinco anos. Foi assim que, surpresa, Elizangela descobriu que a filha já sabia ler.

A menina ainda não frequentava a escola, mas conseguia juntar as letrinhas e decodificá-las como uma criança de sete anos. O encontro de Maria Victória com a literatura aconteceu cedo. A secretária executiva Elizagela Pereira Soares da Silva, 32 anos, sempre leu para filha. E, quando a menina tinha dois anos, esse contato se aprofundou.

Juntando as letrinhas

Em 2008, numa visita à casa da tia Eliane, que mora em Curitiba, no Paraná, Maria Victória ganhou uma coleção de livrinhos. A irmã de Elizangela tinha conseguido os títulos por meio do programa “Leia para uma criança”, do Itaú Criança, que doa todos os anos obras infantis a quem se cadastra no site.

A menina ficou tão feliz que, quando voltou para casa, no Rio de Janeiro, pedia sempre para a mãe ler os livros para ela. Entre uma leitura na cama e outra no sofá, Maria Victória aprendeu a ler sozinha com as histórias de Os Três Porquinhos, Lobisomem e O Jogo da Parlenda. “Chegou um momento em que ela já sabia as histórias de cor”, conta Elizangela.

Livros e mais livros

Em 2011, Elizangela acessou o site do Itaú Criança para tentar solicitar outros títulos para a filha. Quando o pacote com os novos livros chegou, Victória não conseguia esconder a felicidade. Queria levá-los ainda embrulhados no papel do correio para a escola – que tinha começado a frequentar naquele ano – e ler aos colegas de classe que ainda não sabiam compreender as letras.

Sentada num cantinho da sala, Maria Victória começou a leitura e os amiguinhos se colocaram a sua volta para ouvi-la contar as histórias. Naquele dia, todas as crianças voltaram para casa pedindo a suas mães para lerem sozinhas como a colega. De acordo com a professora da menina, ela ajudou a despertar nos alunos o gosto pela leitura.

Desse momento em diante, sempre que Maria Victória recebe a visita de um coleguinha, ela logo mostra os livros que tem e pergunta: “Você quer que eu leia alguma história para você?”.

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Esporte para todos

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Edson Muniz, 35 anos, nasceu em Cruz, no interior do Ceará. Durante a sua infância, era raro ser escolhido para integrar os times de futebol do colégio. “Eu só jogava se fosse o dono da bola”, diz. Depois de adulto, aos 26 anos, decidiu cursar a faculdade de educação física. “Eu queria ajudar quem não era bom nos esportes, como eu”, conta.

Edson, no entanto, não conseguia traduzir esse pensamento nas aulas. Nos dias de capoeira, por exemplo, o professor queria que todos os seus alunos se aplicassem e se saíssem bem, até os menos habilidosos. E ficava angustiado quando alguém não se interessava. “Eu queria que todos eles tivessem ritmo. Como se tivessem nascido para aquilo”, diz.

Em 2009, foi contratado pela prefeitura de Cruz e começou a dar aula na Escola de Ensino Médio São Francisco da Cruz. Lá, foi indicado para fazer um curso no Instituto Esporte & Educação, que ensina aos professores de educação física a metodologia do esporte educacional, cuja finalidade é formar um cidadão crítico, criativo e protagonista por meio do esporte.

Conhecimento e prática

Em 2011, Edson deu mais um grande passo. Junto com a prefeitura, coordenou a Caravana do Esporte, uma ação que visa garantir o direito da criança à atividade física. Organizada pelo canal ESPN, pelo Instituto do Esporte & Educação, pela UNICEF e patrocinada pelo Itaú, a Caravana se instala na cidade durante sete dias e monta uma arena em espaço cedido pela prefeitura. Durante essa semana, cerca de 250 professores recebem uma formação sobre o que é o esporte educacional e depois repassam os conceitos aos três mil alunos que passam por ali.

Passada a experiência, Edson ainda não estava satisfeito: “Eu queria participar mais, me envolver com a meninada”, fala. Três meses depois, o professor ficou sabendo que teria uma edição da Caravana em Assaré, também no Ceará. Ele cruzou o estado, viajando 700 quilômetros, para participar da ação. “Eu sabia que era importante receber a formação da Caravana para melhorar as minhas aulas.”

Tanto empenho realmente impactou nas aulas de Edson. Ele conseguiu despertar maior interesse de seus alunos pelo esporte. Antes, apenas seis estudantes participavam de suas aulas. Hoje, são mais de vinte. “Primeiro, eu converso com eles para entender o que sabem. Depois, eu os ajudo a explorarem o seu melhor”, conta. “As aulas ficaram muito mais prazerosas porque todo mundo participa.”

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Uma escola feita de educação e arte

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Em meados da década de 1970, as mães da comunidade Monte Azul, na zona sul de São Paulo, padeciam por não ter uma creche para deixar seus filhos. As crianças, sem ter onde ficar, perambulavam pela cidade. Em 1975, alguns desses pequenos foram bater na porta da pedagoga alemã Ute Craemer. A professora, que já tinha vontade de trabalhar em alguma comunidade carente da cidade, resolveu ajudar a meninada.

Com apoio de empresas e amigos alemães, em 1979, Ute conseguiu uma verba para construir uma creche para crianças de 3 a 7 anos, em um terreno da comunidade doado pela prefeitura. Naquele ano, Ute ainda ganhou a ajuda da pedagoga alemã Renate Keller Ignácio. “Desde que me formei em arte-educação, sempre quis trabalhar em algum país que chamávamos na época de subdesenvolvido”, conta Renate.

No início, as duas conseguiam educar apenas sete crianças dentro da linha pedagógica que seguiam, a Waldorf – que foca no desenvolvimento do ser humano a partir das vivências com o meio. Logo, Renate começou a dar aulas a mulheres interessadas em trabalhar na creche. As vagas aumentaram a partir da formação de novas professoras.

Nesse período, Renate e Ute recebiam doações, que eram usadas para comprar barracos dentro da comunidade e montar ali outras pequenas creches. “Eram pequenos polos educativos, em que duas professoras cuidavam de até 15 crianças”, explica.

Tudo em um lugar só
Em 2005, para conseguir a ajuda da prefeitura e aumentar o número de vagas, a escolhinha precisaria atuar em apenas um endereço. A princípio, as criadoras do projeto ficaram receosas. “O trabalho que fazíamos irradiava um pouco para todo o entorno de onde estavam essas escolas”, lembra Renate.

As pequenas creches foram substituídas por uma escola com capacidade para mais de 100 crianças. Mas a comunidade ainda carecia de um berçário para os bebês. Sem recursos para as obras, Renate e o grupo de gestores da Associação Comunitária Monte Azul enviaram um projeto ao Itaú Social solicitando uma ajuda para ampliar a escola. E, em 2011, foram contempladas com cerca de R$ 100 mil.

A verba foi utilizada para construir o berçário e uma sala para alunos em fase de alfabetização – de 4 a 6 anos. “Ficamos muito felizes”, diz Renate. “Nesse prédio novo conseguimos preservar as características educacionais dos nossos pequenos polos.”

Além da creche, a Associação mantém outros núcleos voltados a educação e cultura nas comunidades Horizonte Azul e Peinha. Também promove mutirões de saúde e luta por melhorias das condições básicas do local, como saneamento e energia elétrica. Ao todo cerca de 1.200 pessoas, entre crianças e jovens, são ajudados pela ONG.