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CONVERSAS #3: MARIANA ROTILI

Desde o tempo de fotolog, acompanho as fotos da Mariana Rotili. Nessa época, ela era adolescente e editava suas imagens no power point. Mas o talento para extrair as imagens do mundo já era visível. No princípio dos anos 2000, a Mari nem pensava em ser fotógrafa. O sonho de ser jornalista foi o que nos uniu.

No entanto, como uma boa aquariana, com ascendente em peixes, ela se deixou levar pelas águas e perdeu o jornalismo de vista. Já eu, como uma sagitariana, com ascendente em signo de terra, segui meu caminho como um cavalo com tapadeiras que não olha nem para o lado.

Porém, se o jornalismo, a história e outros sonhos foram ficando pelo caminho, a fotografia perseguiu a Mari por todas as águas em que ela navegou e que a levaram para o teatro. E eu, mesmo de longe, segui a acompanhar. Agora venho divulgar para vocês o trabalho lindo dessa artista no terceiro episódio de CONVERSAS.

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artefato.k

Blog criado em 2007 para comentar sobre as minhas afetividades culturais, idas ao teatro, filmes, visitas a exposições, livros, música e shows.

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Nudez premiada

[Crítica para o site de Cultura Geral]

Quarenta e um anos depois da primeira montagem, Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues, ainda causa incômodo pela forma escrachada de retratar uma sociedade moralista. A peça coloca o dedo na ferida e mostra, sem pudores, toda a nudez castigada pelos risos impróprios da platéia.

Última peça do Anjo Pornográfico, foi encomendada e recusada por Fernanda Montenegro por achá-la agressiva demais, em 1965. A montagem em cartaz, do Grupo Armazém Cia. de Teatro conquistou o Prêmio Shell de Teatro (Rio) 2005 nas categorias melhor direção (Paulo de Moraes) e melhor iluminação (Maneco Quinderé), além de ter recebido as indicações em: melhor Atriz (Patrícia Selonk) e melhor cenário (Paulo de Moraes e Carla Berri). Agora chega a São Paulo, despertando risos, raiva e emoção do público.

O enredo foca a história da prostituta Geni. Ao se relacionar com Herculano, um viúvo semicasto, o faz quebrar a promessa feita ao filho: não ter outra mulher na vida além de sua mãe. Todos os acontecimentos são induzidos pelo inescrupuloso Patrício, irmão do víuvo, que conduz a história das personagens com atitudes amorais, inclusive o fim de Geni, logo revelado na primeira cena.

A direção premiada, de Paulo de Moraes, merece destaque por atentar a detalhes sutis – apenas as personagens ligados à prostituição usam sapatos, por exemplo. A versatilidade do cenário, sincronia nos movimentos cênicos, sonoplastia e iluminação deixam peça redonda. Os atores em total sinergia, resultado de um texto encenado em grupo, fazem com que a obra em si se sobressaia. O ritmo lento do começo aos poucos vai acelerando até chegar a um ritmo quase frenético, para um desfecho poético.

A “obsessão em três atos”, segundo seu próprio autor, é uma peça que propõe algumas reflexões sobre o certo e o errado. O que é permitido pela sociedade é realmente normal? Ou na vida mundana há mais “normalidade”? A peça atingiu sua maturidade sem virar careta ou perder a atualidade.

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A Notícia Anexo CONTEÚDO Grupo RBS Jornal

Grupo RBS – Jornal A Notícia – Anexo

Reportagens para o caderno de cultura variedades do ANexo, do jornal A Notícia, do Grupo RBS de Joinville (SC). Veja as matérias publicadas aqui.