Categorias
Faculdade Cásper Libero Novidades Site de Cultura Geral Web

Mas é Carnaval na rua

[Reportagem para o site de Cultura Geral]

Além da Sapucaí e do Sambódromo, há outras maneiras de brincar o Carnaval. No município de Santana do Parnaíba, em São Paulo, acontece a “miscelânea carnavalesca”. As ruas do centro histórico são invadidas por uma onda de alegria, colorido e guerrinha com spray de espuma.

A folia começa na sexta à noite (24/2) às 22h com a Noite dos Fantasmas e o bloco “Grito da Noite”, grupo folclórico de origem negra, e só termina na terça-feira aproximadamente, por volta das oito horas da noite, com o bloco “Rufem os tambores”. Entre as atrações da festa estão: os Cabeções, os quais representam o artesanato local e se assemelham aos bonecos gigantes de Olinda; os desfiles das duas escolas de samba do município, que a cada ando ganham fantasias mais luxuosas e 14 blocos puxados por trio-elétricos.

As escolas de samba Clube Atlético Sant’Anna (C.A.S.A) e a Unidos de Santana de Parnaíba, a qual é da prefeitura, este ano representarão os seguintes temas: a primeira falará sobre a copa do mundo, “Sou casa, sou seleção, sou Brasil hexacampeão”, e a outra recorda o carnaval tradicional da cidade, “Recordar é Viver”. O desfile acontece duas vezes mesmo horário, às 16 horas, numa avenida principal da cidade, o primeiro no domingo e depois na terça-feira.

Os blocos saem em torno de duas em duas horas. Em alguns blocos, o ingresso para participar são dois quilos de alimento, que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade. Nem todos fazem isso: para se unir aos blocos, basta animação e disposição para seguir com o trio-elétrico pelas ruas históricas da cidade.

A prefeitura estima que 120 mil foliões irão ao município festejar o carnaval. E por isso conta no esquema de segurança para o evento conta com 120 Guardas Municipais Civis 10 postos policiais e um posto integrado com a PM.

O carnaval de rua de Santana de Parnaíba é a alternativa barata e divertida para quem quer foliar sem sair de São Paulo ou ir ao sambódromo.

Para mais informações: (11) 4154-2019

Categorias
CONTEÚDO Conteúdo Institucional Conteúdo para Marcas DamnWorks Itau.com.br Novidades Web

Conheça Dahlia, a primeira mulher casada a trabalhar no Itaú

[Reportagem e foto para o site Itau.com.br]

Em meados do século 20, era comum que as grandes instituições preferissem contratar funcionárias solteiras, mas Dahlia ajudou a quebrar essa barreira

 

Dahlia, hoje com 83 anos, foi a primeira mulher casada a trabalhar no Itaú

Com dois filhos em idade escolar – a mais velha tinha onze anos e o mais novo, sete – e um orçamento apertado, Dahlia Catafesta Ferrari comunicou ao marido: “Eu vou procurar um emprego”. E ele concordou. Uma atitude moderna para o início dos anos 60, em que poucas mulheres casadas tinham a permissão do companheiro para trabalhar fora de casa.

Em 1961, aos 31 anos, Dahlia arranjou o seu primeiro emprego, no departamento de relações públicas do Banco Brasul, que viria a se unir ao Itaú. Depois de pouco mais de um ano, entretanto, o departamento de relações públicas foi fechado, e Dahlia, demitida. Logo ficou sabendo que o Banco Federal de Crédito (que se tornaria Banco Federal Itaú em 1964) estava admitindo funcionários e foi fazer uma entrevista.

Nessa época, muitas empresas evitavam contratar mulheres que fossem casadas, porque elas poderiam engravidar e largar o emprego para cuidar dos filhos. Mas Dahlia não se deu por vencida. “Expliquei ao gerente que meus filhos já eram grandes e que não poderia mais engravidar, porque tive um problema de saúde”, lembra.

E reafirmou suas qualidades profissionais. Contou que já havia trabalhado em um banco, que tinha boas noções de matemática e que sabia datilografar. “Eu me coloquei à disposição até para fazer qualquer outro teste”, conta. Percebendo que o fato de ser casada poderia impedir que conseguisse a vaga, ela prestou um concurso. Quando foi aprovada no concurso, recebeu a notícia de que também havia sido escolhida no processo do Banco Federal de Crédito.

O começo no banco

“Na hora, eu fiquei na dúvida para qual lugar eu iria. Mas um tio meu me aconselhou a ir para o banco, porque lá eu poderia construir uma carreira”, conta. E assim fez. Em 1º de junho de 1963, Dahlia foi trabalhar na abertura de contas do Itaú. Sua mesa era logo na entrada na agência e tinha até uma plaquinha com o seu nome.

Depois de alguns anos, o banco começou a contratar mais mulheres para trabalhar no atendimento, e Dahlia foi escalada para dar um curso a elas. “Eu ensinava todos os serviços e como elas deveriam se comportar”, conta. Dahlia também ajudou os gerentes a escolherem o uniforme das novas funcionárias. “Escolhi um tailleur com saia e camisa branca”, lembra.

Seu empenho resultou em uma carreira longa e invejável. Foi chefe de seção e de serviço, subgerente e gerente. Aos 62 anos, trinta deles dedicados ao banco Itaú, teve de se aposentar para cuidar da mãe. Agora, aos 83, Dahlia se dedica aos netos e bisnetos em tempo integral. Também adora ir ao shopping e ao cinema. “Eu gosto muito de assistir aos filmes de amor”, conta. Às vezes, também sai com suas amigas. A maioria delas é ex-cliente do banco, com quem Dahlia mantém amizade até hoje.

Categorias
Faculdade Cásper Libero Site de Jornalismo Web

jornal na arte, arte no jornal

[Matéria para o Site de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero (30/10/2008)]

28b é distribuído gratuitamente às sextas-feiras junto ao jornal Metro

Por Karina Sérgio Gomes, 3° ano de Jornalismo

as duas primeiras edições do 28b. atrás: museumuseum, 
de mabe bethônico. clique na imagem para abrir a galeria de fotos

Para que serve uma Bienal? Essa é a pergunta que a 28ª Bienal de São Paulo – “Em vivo Contato” tenta responder. E para refletir sobre a função de uma grande exposição como essa hoje em dia, a mostra traz, além do polêmico espaço vazio no segundo andar, ciclos de palestras e um jornal, o 28b.

A publicação, segundo Ivo Mesquita, curador dessa edição da Bienal, tem a função de expandir o público de visitantes: “Com o 28b pretendemos ampliar o serviço da Bienal. Ir além dos leitores de O Estado de S. Paulo e Folha.” O jornal está sendo distribuído gratuitamente junto com o jornal Metro, toda sexta-feira. A primeira edição saiu no dia 24 de outubro, e ao todo serão nove, que, se colecionadas, formarão também o catálogo da exposição.

O jornal não é apenas um relato da programação e eventos da mostra ou a reunião de ensaios e artigos sobre arte. A participação de alguns artistas na Bienal acontece, exatamente, em intervenções artísticas na publicação. Por exemplo, a história em quadrinhos Despachos da cidade sem retorno, da artista indiana Sarnath Banerjee; e os desenhos do argentino Nicolás Robbio, que estão sendo publicados nas edições.

Jornalismo e arte

E o jornalismo – seja devido ao formato de jornal ou a notícia – também está presente em outros trabalhos. A obra do chileno Carlos Navarrete, Archivo pessoal, é uma instalação em que o artista reúne cartas, desenho, mapas e recortes de jornal – de reportagens sobre bienais anteriores –, que trazem reflexões de Navarrete sobre a cidade de São Paulo a partir da sua experiência, tanto como artista quanto como visitante da Bienal de São Paulo. Outro exemplo é Museumuseu, da mineira Mabe Bethônico, que, em formato de jornal, pretende também discutir sobre a exposição e fazer um resgate do acervo da instituição.

Mas como o nome da 28ª edição da mostra já anuncia, “Em vivo contato”, muitos trabalhos pedem total interação do visitante e também se relacionam de maneira lúdica com o público, como os tobogãs do belga Carsten Höller, e o playground, da argentina Carla Zaccagnini, instalado no jardim próximo ao Pavilhão Ciccillio Matarazzo. Divertir, informar, interagir e refletir são as propostas dessa edição Bienal para preencher o vazio, seja o do 2º andar ou da mente humana.

Serviço
28ª Bienal de São Paulo – “Em vivo contato”
26 de outubro a 6 de dezembro de 2008
Terça a domingo das 10h às 22h
Parque do Ibirapuera, Portão 3
Tel. (11) 5576-7600