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8 dicas sobre contrato de músicos e banda para casamento

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Não quer ver a sua banda para casamento desafinar? Então fique atenta às dicas dos especialistas sobre contratos de música

Um dos pontos altos da cerimônia e da festa é a trilha sonora. Muito da emoção transmitida nos momentos marcantes do seu grande dia virá de boas escolhas musicais. E ouvir notas entoadas ao vivo, por cantores ou uma banda para casamento, sempre reforça essa sensação especial – numa igreja, num salão, no campo, na praia ou numa pista de dança. Por isso, o contrato dos fornecedores dessa área deve estar afinadíssimo.

Conversamos com a cantora Lorenza Pozza e com o músico Tiago Pereira, da Banda Mega, para descobrir tudo o que você precisa saber na hora de fechar negócio com músicos e banda para casamento.

Casal dançando ao som da banda de casamento
Foto: Pinterest / Reprodução

As principais orientações para ter uma boa experiência ao contratar cantores e uma banda para casamento

  1. Organize-se

    Muitas bandas e cantores requisitados ficam sem data disponível no período de um ou dois dias que você pede para pensar um pouco sobre a proposta deles. Por isso, fique de olho nas redes e no site de seus possíveis fornecedores para saber quando a agenda de shows deles estará aberta. Lorenza Pozza, por exemplo, começará a marcar as suas apresentações de 2019 no começo de 2018. Ela recomenda que os noivos entrem em contato com os músicos selecionados, pelo menos, doze meses antes do casamento. Seguir essa dica também facilita a negociação do preço e das condições de pagamento.

  2. Equipamentos de som

    Esse detalhe é muito importante e tem muitas variantes. Podem ficar responsáveis pelos equipamentos de som os próprios músicos, os noivos ou uma outra empresa. Por isso, preste atenção no que foi contratado. Se a banda assumir o compromisso de levar os equipamentos de som, ela deve deve discriminar todos os itens. No caso de responsabilidade dos noivos, atente-se a tudo que foi pedido: potência das caixas de som, mesa de som, tipo de microfone. Em geral, isso acontece quando o casamento tem mais de uma atração musical. Nesses casos, recomenda-se a contratação de uma equipe que prepare o som para todas as apresentações, inclusive de DJs.

  3. Horário do show

    No caso de apresentação na cerimônia, Lorenza diz que é imprescindível especificar, no contrato, a hora definida para a chegada dos primeiros convidados. Os músicos precisam chegar quatro horas antes desse horário para fazer a passagem de som e organizar bem a apresentação. Você não vai querer que os seus convidados presenciem esses preparativos, certo? No caso de bandas para festa, Pereira indica que seja colocado no contrato o horário da apresentação do grupo, para tudo esteja afinado na hora do show.

  4. Camarim

    Como os músicos chegam muitas horas antes do evento, boa parte deles pede um camarim ou uma sala reservada para se concentrarem e descansarem antes da apresentação. A maioria dos espaços para eventos conta com esse ambiente: só não esqueça de reservá-lo para os músicos.

  5. O Setlist

    Embora os profissionais que trabalham com música tenham um repertório vasto e bem variado, há sempre aquele casal com uma demanda específica, que foge das playlists decoradas. Já houve caso de noivos pedirem para Lorenza cantar músicas em japonês e hebraico. Para não ser pega de surpresa e conseguir atender bem a demanda, a cantora recomenda que os noivos passem as músicas que desejam para a cerimônia e festa com, pelo menos, dois meses de antecedência.

  6. Deslocamento

    Se o seu sonho é ter um músico ou uma banda de outra cidade ou estado no seu casamento, lembre-se dos custos extras implícitos nesse desejo. “Estadia da equipe, alimentação e transporte certamente ficarão por conta dos noivos”, alerta Pereira. Por isso, antes de fechar o contrato, certifique-se de todos os itens que compõem o orçamento de viagem do músico ou da banda. Assim, você evita qualquer surpresa desagradável no seu grande dia.

  7. Direitos autorais

    Alguns espaços para festa pagam mensalmente uma taxa ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus respectivos autores. Nesses casos, noivos e músicos podem ficar tranquilos quanto à execução de qualquer repertório. Certifique-se com o seu espaço para casamento se essa taxa é paga. O alerta merece a atenção do casal: tanto no contrato de Lorenza quanto no da Banda Mega – e no da maioria dos fornecedores deste setor, a responsabilidade pelo pagamento dos direitos autorais das músicas, em caso de processos ou cobranças, fica com os noivos.

  8. Cancelamento

    Combinado é combinado. Em caso de cancelamento por parte dos noivos, o valor pago não será devolvido. E não há negociação para um reagendamento, pois a data original foi bloqueada para o seu casamento. Fique atenta ao que os músicos sugerem, no momento da assinatura do contrato, para um caso inverso, envolvendo o cancelamento por parte dos contratados. Se Lorenza, por exemplo, cancelar uma apresentação – e o motivo não for uma doença atestada por um médico –, ela paga uma multa aos noivos, além da devolução integral do dinheiro.

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6 dicas para arrasar com cabelos cacheados

Cabelos cacheados estão em alta. Saiba como cuidar deles e tirar proveito dos fios encaracolados para brilhar no seu casamento

Por Karina Sérgio Gomes para o site iCasei

Em agosto, pela primeira vez no Brasil, as buscas por cabelos cacheados superaram as de cabelos lisos. De acordo com o Google, houve um crescimento de 232% na busca pelas madeixas encaracoladas no último ano. E o interesse pelos cabelos afros subiu 309% no último biênio. Nunca os caracóis dos seus cabelos estiveram tão na moda.

Para te mostrar como cuidar deles e tirar o máximo de proveito no penteado do seu casamento, ouvimos os cabeleireiros Bruno Ximendes, da equipe de Celso Kamura, Nadja Vasconcellos, do salão Square by Romeu Felipe, e o beauty artist Edu Hyde. Abaixo, veja as dicas deles para você arrasar com os seus cabelos cacheados.

  1. Mantenha o cabelo sempre hidratado

O cabelo crespo costuma ser mais fino, poroso e seco. Por isso, todos os profissionais recomendam cuidado extra e hidratação frequente. Os cabeleireiros indicam até intercalar o uso do condicionador com a máscara de tratamento. Isso não exclui fazer uma hidratação profunda nos fios pelo menos uma vez por mês no salão. Embora o uso de leave-in proporcione uma maior hidratação, essa mesma recomendação vale para quem tem cabelo cacheado.

  1. Shampoos translúcidos ou de aloe vera

Para evitar que o cabelo fique pesado, Ximendes recomenda o uso de shampoos translúcidos, que costumam ser mais leves. Nessa pegada, Hyde indica que as mulheres de cabelos cacheados procurem por shampoos cujo princípio ativo seja aloe vera ou os tipos mais neutros, com PH baixo. Esses produtos fazem com que as cutículas do cabelo fechem – evitando que o fio fique áspero – e dão a aparência de hidratado.

3.O mito do condicionador

Quem tem cabelo cacheado já deve ter recebido a dica de lavá-lo apenas com condicionador. Fuja desse conselho! Nadja explica que a função do shampoo é limpar a transpiração do couro cabeludo, seja ele de uma pessoa com cabelo liso ou cacheado. O correto é procurar pelo seu shampoo ideal e usá-lo para lavar bem a raiz. Depois, basta tirar o resíduo do produto e hidratar bem os fios com um condicionador ou uma máscara.

  1. Assuma o seu cabelo

Nadja diz que são poucas as noivas que assumem as mechas encaracoladas ou crespas para um casamento. Mas Hyde acredita que está vindo uma tendência forte das mulheres aceitarem seu próprio cabelo na hora do sim. Ambos ressaltam que dá para fazer penteados lindíssimos com fios que não sejam lisos. Todo preso, meio-preso, coques, soltos… o estilo fica ao gosto da noiva.

  1. Valorize o seu volume

Foi-se o tempo em que se passava muitos cremes para baixar o volume do cabelo. A moda agora é valorizá-lo. “O volume é a principal característica do cabelo cacheado”, afirma Hyde. Além disso, o profissional acredita que “qualquer acessório valoriza os fios crespos”. Por isso, vale usar tiara, flores, ponto de luz e qualquer outro item que a noiva desejar.

  1. Jogue suas tranças

“As tranças são eternas”, afirma Ximendes. Elas podem ser o próprio penteado, como as tranças gregas, ou um detalhe que faz o papel de acessório, no caso de cabelos meios-presos. Quem não deseja usar os fios soltos, pode investir em coques altos, que também são clássicos e nunca saem de moda.

 

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7 dicas para ousar nos drinks do seu casamento

Recipientes e preparos criativos para surpreender os convidados da sua festa

Por Karina Sérgio Gomes para o site iCasei

Deixe as taças de cristal e os copos tradicionais para os seus jantares domésticos. A tendência para os bares de casamento é investir em recipientes personalizados – e ousados – ao servir drinks. Vale pensar em algo que remeta à personalidade ou a história do casal, tenha a ver com a criação ou composição do coquetel ou seja, simplesmente, inesperado.

Para animar a pista, surpreender os convidados e agradar o paladar de amigos, pais, tios e avós, as empresas de bares para evento têm sempre uma novidade na coqueteleira, seja em canecas, copos, xícaras, lâmpadas, seringas, frutas ou até mesmo para inalar. Sim, você leu certo. Já existe um jeito de nebulizar bebidas e oferecer aos seus convidados uma nuvem de coquetel.

Com as dicas de três experts no assunto – Roberto Munari, proprietário e mixologista da Class Bar; Herbie Ramos, diretor criativo da Help!Bar; e Maurício Moser, proprietário da Brothers Bar –, ninguém vai dizer que os drinks do seu casamento eram previsíveis e sem graça. Confira as sugestões deles abaixo.

Imagem é tudo

“Primeiro, a pessoa bebe com os olhos”, lembra Maurício Moser, da Brothers Bar. Por isso, a apresentação se tornou um item muito importante no universo dos drinks. Propostas personalizadas, como canecas com as cores da festa ou rótulos que trazem os nomes dos noivos, são recursos bem interessantes nesse sentido. Na festa de um casal de médicos, por exemplo, shots à base de cranberry foram servidos em seringas, algo que despertou a curiosidade e a sede dos convidados. Todos queriam beber o líquido avermelhado no inusitado recipiente. A grande dica é sempre apostar no visual das bebidas. Essa estratégia pode vitaminar as postagens de seus amigos nas redes sociais e garantir, embaixo daquele drink diferentão, a hashtag #melhorcasamentodoano.

Novas roupagens para drinks tradicionais

Se servir a bebida numa seringa ou num tubo de ensaio não é muito a sua praia, você ainda pode investir em outros suportes ou recipientes menos manjados para casamentos, caso de xícaras, potes de geleia e vidros de perfume. Por que não trocar o clássico copo alto de um gim tônica por uma linda xícara de porcelana? Muito associado à Inglaterra, o gim, nesse caso, só vai transformar um pouco a tradição britânica da hora do chá.

Copo, pra que te quero?

“O coquetel continua sendo a mistura de dois ingredientes ou mais. A mudança é que ele não está mais necessariamente dentro de um copo, e, sim, de alguma coisa”, explica Roberto Munari, mixologista e proprietário da Class Bar. Esse “alguma coisa” vai até onde a imaginação dos noivos, o fornecedor de bebidas e a tecnologia permitirem. A Class serve, por exemplo, um manhattan dentro de uma cereja marrasquino. O drink é acondicionado na pequena fruta por meio de um processo de infusão. Nesse método, a cereja fica junto com a bebida num saco plástico fechado a vácuo. A absorção de todo o líquido demora cerca de dez dias. Quer surpreender ainda mais os seus convidados? Então contrate outro drink ousado da Class: um coquetel em forma de névoa. Por meio de um nebulizador, parecido com os usados para afastar o calor e umedecer o ar em dias quentes, a bebida é transformada num vapor gelado. De acordo com Munari, o cliente que inala essa nuvem sente exatamente o sabor do drink preparado.

Saem gelatinas e sorvetes alcoólicos, entram os saquinhos

O boom dos drinks em formato de sorvete e de jelly shot, do começo da década, anda perdendo força. Embora você os encontre em uma ou outra festa, eles já não estão mais presentes no bar e se tornaram uma atração para a pista de dança. A sugestão irreverente para substituí-los são os saquinhos de drinks para tomar de canudinho. Assim, ninguém corre o risco de quebrar um copo de vidro e atrapalhar a animação do evento.

Valorize todos os sentidos

“A coquetelaria segue os passos da gastronomia. O drink não é só uma bebida, mas, também, uma experiência”, diz o diretor de criação da Help!Bar, Herbie Ramos. Nesse cenário, o recipiente do coquetel tornou-se um grande aliado na busca por novas sensações. Oferecer bebidas em utensílios de metal, como as canecas de cobre para moscow mule, virou tendência. Ramos explica que esse material transmite maior frescor pelo tato, transformando o momento numa experiência ainda mais refrescante. A ideia pode ser adaptada, por exemplo, com o uso de copos de inox no serviço de uma caipirinha ou de um mint julep – mistura de uísque com menta, limão e açúcar.

Um toque adocicado

Para realçar sabores ou criar novas sensações, alguns drinks ganharam acompanhamentos açucarados, como balas, chocolates e pirulitos. Quem acha que Pop Rocks, as balinhas que explodem na boca, é um produto restrito ao universo infanto-juvenil, vai se surpreender com as atuais opções de coquetéis servidos juntos com pacotinhos do doce ou, mesmo, decorados com a guloseima. Nesses casos, além de matar a sede, o convidado poderá sentir e ouvir alguns estalos entre os dentes.

Sirva no momento certo

Você não precisa transformar o seu casamento num festival alcoólico. Escolha um momento significativo para oferecer uma bebida inusitada e especial para os convidados. Que tal aproveitar a abertura da pista para surpreendê-los com um drink diferente e injetar animação na festa? A entrada das pessoas também pode ser uma boa oportunidade. Garçons com bandejas iluminadas e coquetéis coloridos interessantes vão despertar a sede de quem estiver chegando.

 

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artefato.k

Blog criado em 2007 para comentar sobre as minhas afetividades culturais, idas ao teatro, filmes, visitas a exposições, livros, música e shows.

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Taísa, de 13 anos, brilha nas quadras em projeto patrocinado pelo Itaú

[Reportagem para o site do banco Itaú]

O Itaú acredita em jovens talentos do esporte, por isso patrocina o Instituto Tênis há três anos e ajuda jovens atletas, como Taísa

Em uma academia em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, jovens atletas do tênis treinam diariamente. Eles fazem parte do Instituto Tênis, uma instituição sem fins lucrativos criada em 2002 e patrocinada pelo Itaú desde 2010. A instituição apoia o tênis nacional, concedendo bolsas a atletas talentosos que não têm condições financeiras de realizar treinamentos e participar de campeonatos. Já passaram por lá nomes como Bia Maia, que apareceu no ranking das 80 melhores tenistas juvenis do mundo em 2012.

Taísa Pedretti, 13 anos, também treina no Instituto Tênis. A adolescente começou a praticar o esporte aos 7 anos, por hobby. “Meu pai jogava no clube perto de casa e eu sempre ficava assistindo. Um dia, pedi para jogar também”, lembra. “Eu fazia ainda aula de natação e futebol, mas gostava mais de tênis.”
Seu professor no clube logo percebeu o talento da garota e a incentivou a fazer um teste no Instituto Tênis para ter mais condições de competir dentro e fora do país. Os candidatos à bolsa, que têm entre 12 e 18 anos, passam por uma avaliação técnica, física e psicológica.

A bolsa lhes garante todo apoio técnico, com treinadores e psicólogos, além de uniforme, tênis, equipamento e financiamento de passagens e hospedagem para participar dos torneios. Ao todo são distribuídas 14 bolsas por ano.

“Novos Gugas”

Taísa entrou para o Instituto no ano passado e já vem dando resultado. Ela é a primeira no ranking brasileiro de tenistas com idade entre 13 e 14 anos. E para isso se esforça muito.

“Sempre chego em casa por volta das nove da noite”, conta a menina, que treina diariamente por quatro horas. E se você pensa que ela vai descansar, está enganado. “Eu ainda estudo e faço as lições da escola.” Como não tem muito tempo para estudar, Taísa diz que sempre presta muita atenção às aulas para fixar o conteúdo.

Quando questionada se um dia já pensou em ser outra coisa, ela responde contundente: “Não, eu sempre quis ser tenista. Eu quero ser uma atleta profissional”. Apesar de ainda ser uma menina, de unhas e pulseiras coloridas, Taísa é muito madura em relação ao seu futuro profissional. “O tênis me deu disciplina. E praticar esportes ajuda a gente a não ser preguiçoso e a correr atrás do que quer”, diz.

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Conheça o Itaúchek, avô dos caixas eletrônicos

[Reportagem para o site do banco Itaú]

Há mais de 40 anos, uma espécie de terminal eletrônico trazia comodidade aos clientes do Itaú

“Anita, agora eu vou fazer aparecer dinheiro!”, diz o rapaz à namorada. Assim começava o comercial do Itaúchek. Não era mágica, mas, em meados da década de 1970, sacar dinheiro do banco, a qualquer hora do dia e da noite, sem que a agência estivesse aberta, era mesmo algo fantástico.

Considerado o avô dos caixas eletrônicos atuais, o Itaúchek permitia que alguns clientes retirassem quantidades limitadas de dinheiro, que vinham em estojos plásticos. Ele foi a solução encontrada pelo Itaú enquanto desenvolvia a Automatic Teller Machine (ATM), o caixa eletrônico. “Vigorava no país a Política Nacional de Informática, que limitava a importação de computadores. Tínhamos de desenvolver tudo internamente, o que nos gerou um atraso”, conta Renato Cuoco, 68 anos, membro do conselho da Itautec.

Perto do que os caixas eletrônicos fazem hoje, a operação que o Itaúchek realizava era simples: “Ele era um dispensador de dinheiro”, diz Renato. Clientes com crédito tinham direito a um número limitado de cartões com furos, que eram interpretados pela máquina. Apesar de a operação ser limitada, o serviço era inovador na época. Pela primeira vez, o brasileiro podia sacar dinheiro fora do horário do funcionamento do banco, ganhando mais autonomia e conveniência.

Os caixas que conhecemos hoje

No início da década de 1980, era hora de o Itaúchek evoluir e dar lugar aos primeiros caixas eletrônicos nas agências do Itaú, desenvolvidos pela empresa de tecnologia Itautec. Ela havia sido fundada em 1979, em uma atitude corajosa, na contramão dos concorrentes, que preferiram utilizar exclusivamente o Banco 24h, criado em 1982 para otimizar os custos.

Os primeiros serviços oferecidos pelos caixas eram simples: saque de dinheiro, consulta de saldo e retirada de extrato. Mas permitiram ainda mais praticidade aos clientes, que podiam acessar a sua conta de qualquer agência e a qualquer momento. “Os clientes ficavam impressionados. Eles sacavam dinheiro e já corriam para outra máquina para verificar o seu saldo, que era atualizado na hora”, conta Renato.

No começo, apenas alguns clientes tinham acesso aos caixas. Mas, com o avanço da tecnologia e do aumento de serviços e produtos oferecidos, eles começaram a ter mais funções e se tornaram mais democráticos. Hoje, o Itaú Unibanco tem cerca de 28 mil caixas espalhados pelo Brasil e pelo mundo, para atender a todos os seus clientes com conveniência. “Acredito que o grande desafio para nosso desenvolvimento tecnológico é continuar insatisfeito e em constante mudança”, diz Renato.

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Nunca é tarde para mudar

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Até 2007, o paulistano José Walter da Costa, 63 anos, três filhos e seis netos, só pensava em seu trabalho em um escritório de contabilidade. “Eu era um sedentário e trabalhava demais”, conta. Mas, naquele ano, José Walter descobriu que estava com um câncer no intestino. Como era de se esperar, sua primeira reação foi de abatimento, mas logo decidiu aproveitar o momento crítico para transformar sua vida. “Resolvi realizar os meus sonhos”, diz.

Como tinha que passar muito tempo no hospital por conta das sessões de quimioterapia, José decidiu usar aquelas horas para escrever uma autobiografia. “Sempre sonhei em escrever um livro. E achei que aquele era um bom momento para fazer um retrospecto da minha vida.”

Trajetória foi lançada em 2010, pela editora Manole. O novo escritor gostou tanto do ofício que hoje mantém uma coluna no site O taboanense. E a realização desse sonho foi só o começo, o ponto de partida para que José Walter descobrisse que era capaz de muito mais.

Corpo são, mente sã

Assim que o tratamento terminou, José Walter passou a acompanhar a mulher, Catarina, 61, às sessões matinais de ginástica do Itaú Viver Mais, um projeto voltado para aposentados e idosos com o objetivo de trazer mais qualidade de vida por meio do lazer e de atividades físicas gratuitas, como caminhadas, aulas de yoga, teatro, dança e coral.

“Eu era um enferrujado e sem disposição. Hoje, eu já consigo encostar as mãos nos pés sem dobrar os joelhos nas aulas de alongamento”, fala. A energia que José tem hoje é de dar inveja a muitos jovens de 20 anos. Ele acorda às 5h30 todos os dias. Uma hora depois, ele e a esposa já estão no Viver Mais para fazer seus exercícios. Voltam para casa às 10h, e José vai para o escritório de contabilidade trabalhar até as 18h. Depois do expediente, o tempo de José ainda é dividido entre ensaios de teatro e canto. “Só volto para casa por volta das 22h.”

Aos sábados, ele participa de uma oficina de teatro para aprimorar ainda mais o talento recém-descoberto. “Os domingos eu reservo para ficar com a esposa, senão ela reclama”, conta, entre risos. Começar a se exercitar e conviver com outras pessoas trouxe mais vigor à sua vida, em um momento fundamental. “Eu sempre digo que nunca é tarde para fazer mudanças. E somos nós os responsáveis por elas”, diz.

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A força que nunca acaba

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Terceira de uma prole de sete mulheres, Elizete Matos, 49 anos, nasceu em Irecê, no interior da Bahia. Veio para São Paulo aos 19 anos, para tentar uma vida melhor. “Aqui eu trabalhei como doméstica, diarista, costureira. Fiz de tudo”, conta. Filha de comerciantes, herdou o tino para lidar com negócios. “Desde que eu era pequena meus pais tiveram comércio”, diz.

Em São Paulo, no entanto, seu marido nunca lhe deixou cuidar do bar que mantinham na frente de sua casa. O estabelecimento foi o primeiro erguido na vila onde o casal morava, na periferia de Itapevi, na Grande São Paulo. Entretanto, depois que se separou, há 10 anos, a rotina de Elizete mudou: ela precisou arregaçar as mangas e tomar conta do negócio.

Volta por cima

“Eu não sabia que tinha tanta força. Quando o meu marido foi embora, eu queria morrer”, lembra. Mas a vontade de dar a volta por cima ocupou o lugar da melancolia. Ela reformou todo o estabelecimento com suas economias mais um empréstimo que fez pelo sistema de Microcrédito do Itaú – sistema do banco que oferece crédito a donos de pequenos negócios e que já realizou mais 28,9 mil operações de financiamento.

Com a reforma, o bar passou a oferecer comida de qualidade aos clientes. Elizete recuperou receitas de sua terra para vender pratos típicos nordestinos aos vizinhos, como sarapatel, mocotó e vaca atolada. A comerciante abre o estabelecimento todos os dias às 10h. “Quando fecho o bar, às 23h, vou para casa cozinhar. Só durmo lá pelas duas da manhã”, conta.

É preciso ter gana sempre

No bairro, Elizete é reconhecida como uma mulher batalhadora. “Eu trabalho de domingo a domingo. E meus vizinhos sempre dizem que eu deveria tirar uns dias para descansar. Mas aí, quem vai cuidar do meu comércio?”, diz. O negócio lhe ajudou a criar suas três filhas, construir uma casa para ela, duas para suas meninas mais velhas e outras duas que ela mantêm alugadas para completar o orçamento.

“Agora estou terminando de fazer mais uma reforma aqui. Vai ficar bonito”, fala, feliz da vida. E pensa que ela já está satisfeita? Elizete pretende se arriscar em outras áreas: “Assim que conseguir juntar mais um dinheirinho, meu plano é montar uma escola para cuidar com minha filha do meio que estuda pedagogia”.

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Maria Victória no país da literatura

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

“BA-NA-NA. Mãe, aqui está escrito banana!”, disse Maria Victória, indo ao encontro de Elizangela, que preparava o almoço na cozinha. Essa cena aconteceu em 2011, quando Maria Victória tinha apenas cinco anos. Foi assim que, surpresa, Elizangela descobriu que a filha já sabia ler.

A menina ainda não frequentava a escola, mas conseguia juntar as letrinhas e decodificá-las como uma criança de sete anos. O encontro de Maria Victória com a literatura aconteceu cedo. A secretária executiva Elizagela Pereira Soares da Silva, 32 anos, sempre leu para filha. E, quando a menina tinha dois anos, esse contato se aprofundou.

Juntando as letrinhas

Em 2008, numa visita à casa da tia Eliane, que mora em Curitiba, no Paraná, Maria Victória ganhou uma coleção de livrinhos. A irmã de Elizangela tinha conseguido os títulos por meio do programa “Leia para uma criança”, do Itaú Criança, que doa todos os anos obras infantis a quem se cadastra no site.

A menina ficou tão feliz que, quando voltou para casa, no Rio de Janeiro, pedia sempre para a mãe ler os livros para ela. Entre uma leitura na cama e outra no sofá, Maria Victória aprendeu a ler sozinha com as histórias de Os Três Porquinhos, Lobisomem e O Jogo da Parlenda. “Chegou um momento em que ela já sabia as histórias de cor”, conta Elizangela.

Livros e mais livros

Em 2011, Elizangela acessou o site do Itaú Criança para tentar solicitar outros títulos para a filha. Quando o pacote com os novos livros chegou, Victória não conseguia esconder a felicidade. Queria levá-los ainda embrulhados no papel do correio para a escola – que tinha começado a frequentar naquele ano – e ler aos colegas de classe que ainda não sabiam compreender as letras.

Sentada num cantinho da sala, Maria Victória começou a leitura e os amiguinhos se colocaram a sua volta para ouvi-la contar as histórias. Naquele dia, todas as crianças voltaram para casa pedindo a suas mães para lerem sozinhas como a colega. De acordo com a professora da menina, ela ajudou a despertar nos alunos o gosto pela leitura.

Desse momento em diante, sempre que Maria Victória recebe a visita de um coleguinha, ela logo mostra os livros que tem e pergunta: “Você quer que eu leia alguma história para você?”.

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Esporte para todos

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Edson Muniz, 35 anos, nasceu em Cruz, no interior do Ceará. Durante a sua infância, era raro ser escolhido para integrar os times de futebol do colégio. “Eu só jogava se fosse o dono da bola”, diz. Depois de adulto, aos 26 anos, decidiu cursar a faculdade de educação física. “Eu queria ajudar quem não era bom nos esportes, como eu”, conta.

Edson, no entanto, não conseguia traduzir esse pensamento nas aulas. Nos dias de capoeira, por exemplo, o professor queria que todos os seus alunos se aplicassem e se saíssem bem, até os menos habilidosos. E ficava angustiado quando alguém não se interessava. “Eu queria que todos eles tivessem ritmo. Como se tivessem nascido para aquilo”, diz.

Em 2009, foi contratado pela prefeitura de Cruz e começou a dar aula na Escola de Ensino Médio São Francisco da Cruz. Lá, foi indicado para fazer um curso no Instituto Esporte & Educação, que ensina aos professores de educação física a metodologia do esporte educacional, cuja finalidade é formar um cidadão crítico, criativo e protagonista por meio do esporte.

Conhecimento e prática

Em 2011, Edson deu mais um grande passo. Junto com a prefeitura, coordenou a Caravana do Esporte, uma ação que visa garantir o direito da criança à atividade física. Organizada pelo canal ESPN, pelo Instituto do Esporte & Educação, pela UNICEF e patrocinada pelo Itaú, a Caravana se instala na cidade durante sete dias e monta uma arena em espaço cedido pela prefeitura. Durante essa semana, cerca de 250 professores recebem uma formação sobre o que é o esporte educacional e depois repassam os conceitos aos três mil alunos que passam por ali.

Passada a experiência, Edson ainda não estava satisfeito: “Eu queria participar mais, me envolver com a meninada”, fala. Três meses depois, o professor ficou sabendo que teria uma edição da Caravana em Assaré, também no Ceará. Ele cruzou o estado, viajando 700 quilômetros, para participar da ação. “Eu sabia que era importante receber a formação da Caravana para melhorar as minhas aulas.”

Tanto empenho realmente impactou nas aulas de Edson. Ele conseguiu despertar maior interesse de seus alunos pelo esporte. Antes, apenas seis estudantes participavam de suas aulas. Hoje, são mais de vinte. “Primeiro, eu converso com eles para entender o que sabem. Depois, eu os ajudo a explorarem o seu melhor”, conta. “As aulas ficaram muito mais prazerosas porque todo mundo participa.”