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Blog criado em 2007 para comentar sobre as minhas afetividades culturais, idas ao teatro, filmes, visitas a exposições, livros, música e shows.

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Mas é Carnaval na rua

[Reportagem para o site de Cultura Geral]

Além da Sapucaí e do Sambódromo, há outras maneiras de brincar o Carnaval. No município de Santana do Parnaíba, em São Paulo, acontece a “miscelânea carnavalesca”. As ruas do centro histórico são invadidas por uma onda de alegria, colorido e guerrinha com spray de espuma.

A folia começa na sexta à noite (24/2) às 22h com a Noite dos Fantasmas e o bloco “Grito da Noite”, grupo folclórico de origem negra, e só termina na terça-feira aproximadamente, por volta das oito horas da noite, com o bloco “Rufem os tambores”. Entre as atrações da festa estão: os Cabeções, os quais representam o artesanato local e se assemelham aos bonecos gigantes de Olinda; os desfiles das duas escolas de samba do município, que a cada ando ganham fantasias mais luxuosas e 14 blocos puxados por trio-elétricos.

As escolas de samba Clube Atlético Sant’Anna (C.A.S.A) e a Unidos de Santana de Parnaíba, a qual é da prefeitura, este ano representarão os seguintes temas: a primeira falará sobre a copa do mundo, “Sou casa, sou seleção, sou Brasil hexacampeão”, e a outra recorda o carnaval tradicional da cidade, “Recordar é Viver”. O desfile acontece duas vezes mesmo horário, às 16 horas, numa avenida principal da cidade, o primeiro no domingo e depois na terça-feira.

Os blocos saem em torno de duas em duas horas. Em alguns blocos, o ingresso para participar são dois quilos de alimento, que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade. Nem todos fazem isso: para se unir aos blocos, basta animação e disposição para seguir com o trio-elétrico pelas ruas históricas da cidade.

A prefeitura estima que 120 mil foliões irão ao município festejar o carnaval. E por isso conta no esquema de segurança para o evento conta com 120 Guardas Municipais Civis 10 postos policiais e um posto integrado com a PM.

O carnaval de rua de Santana de Parnaíba é a alternativa barata e divertida para quem quer foliar sem sair de São Paulo ou ir ao sambódromo.

Para mais informações: (11) 4154-2019

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Filme trata prostituição infantil em tom de documentário

[Resenha para o site de Cultura Geral]

O cinema nacional vem registrando retratos do Brasil, ora em um viés histórico, ora social. Anjos do Sol, de Rudi Lagemann, discute prostituição infantil. O roteiro do filme é baseado, dentre muitas notícias e relatos sobre o tema, na história de Cinqüenta Centavos, uma menina que se prostitui para ganhar a vida e cobra o valor de seu pseudônimo.

Maria (Fernanda Carvalho),12 anos, de família nordestina miserável é vendida por seu pai para conseguir um sustento momentâneo à família. Revendida a uma cafetina (Vera Holtz), leiloada para um fazendeiro, Lourenço (Otávio Augusto) – que quer uma garota pura para seu filho perder a virgindade – e mais uma vez vendida para um bordel de prostitutas infantis e outras recém-saídas da infância.

Durante todo esse comércio, Maria conhece Inês (Bianca Comparato), garota mais madura, arisca, que convence a protagonista a fugir com ela. São capturadas pelo dono do bordel, Saraiva (Antônio Callado) e “presenteadas”, como diz o cafetão. Inês é amarrada a um jipe e arrastada até a morte. Essa é a cena mais forte e dramática do filme. A personagem de Comparato, sempre de semblante fechado, mostrando-se até o momento uma pessoa forte, quando se vê na situação do castigo desaba, chora.

A morte da amiga, somada ao seu castigo (ficar durante um mês presa acorrentada na cama recebendo toda noite clientes sem parar) faz crescer um sentimento de revolta em Maria. Em um dia da Copa, ajudada pela prostitua Celeste (Mary Sheyla), foge para o Rio Janeiro. Procura a alcoviteira Vera, que além de manter garotas na prostituição na orla de Copacabana, contribui para o comércio sexual pela Internet. E ao perceber que sua vida não seria diferente ao lado da cafetina carioca, foge. Contudo, dessa vida e nas condições nas quais se encontra, não há outra saída.

Apesar do tema forte, o filme é formado por cenas sutis, delicadas. O caráter de denúncia está presente o tempo todo. O drama tem uma seqüência linear, chegando até ser um pouco previsível. Tem um certo ar de reportagem devido a verossimilhanças dos figurinos e cenário. A atriz que interpreta Maria consegue, através do olhar, refletir a tristeza de uma infância roubada; sempre de cabeça baixa demonstra a opressão de quem está além margem da sociedade, um universo fechado onde nunca se sabe o que esperar do amanhã.

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Sérgio Romagnolo – O corpo denso da imagem

[Reportagem para o programa Edição Extra*]

sérgio romagnolo – o corpo denso da imagem from Karina Sérgio Gomes on Vimeo.

 

sérgio romagnolo – o corpo denso da imagem from Karina Sérgio Gomes on Vimeo.

O artista plástico Sérgio Romagnolo fala de sua exposição O Corpo Denso da Imagem e das referências em seu trabalho.

*Edição Extra é o único programa-laboratório do país apresentado em TV aberta. Durante 30 minutos são apresentadas reportagens sobre as novidades e os bastidores da comunicação brasileira. É transmitido pela TV Gazeta todo primeiro domingo de cada mês às 00h00, logo depois do Mesa Redonda.
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Grupo RBS – Jornal A Notícia – Anexo

Reportagens para o caderno de cultura variedades do ANexo, do jornal A Notícia, do Grupo RBS de Joinville (SC). Veja as matérias publicadas aqui.

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Fotografe Melhor

Reportagens e perfis para a revista Fotografe Melhor, da Editora Europa. Veja as matérias publicadas aqui.

 

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Walter Zanini – Lotear o Museu

 Trabalho final do curso de pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais. O artigo pretendia discutir a vitalidade de ações curatoriais de Walter Zanini (1925-2013) à frente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). O recorte escolhido para exemplificar seu modelo de gestão foi a sexta edição da Jovem Arte Contemporânea, de 1972, em que a participação direta dos artistas se tornou decisiva para um modelo de curadoria negociado. A exposição mudou radicalmente o perfil do museu, transformado-o em um espaço de debates de ideias.

Walter Zanini – Lotear o Museu from Karina Sérgio Gomes on Vimeo.

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Regina Silveira – Um Esboço Biográfico

Trata-se de um ensaio biográfico sobre a artista plástica Regina Silveira. O objetivo desse trabalho foi traçar um perfil de Regina por meio de histórias, análises e imagens de seus trabalhos. Descobrir em que momento ela sentiu necessidade de expressar com outras formas de arte, como instalações e vídeo. Verificar quais foram os caminhos percorridos, tanto em momentos de pesquisa quanto na experiência de vida, que influenciaram aspectos de sua obra e abriram portas inesperadas e transformadoras.

Entrando na toca da artista

Alice, ardendo em curiosidade, correu atrás do coelho campo afora, chegando justamente a tempo de vê-lo enfiar-se numa grande toca sob a cerca. Logo depois Alice entrou atrás dele, sem pensar sequer em como sairia dali outra vez.

(Lewis Carroll)

Assim como Alice, corri atrás de uma obra que me levou até a rainha de um país de sombras distorcidas, luzes fantasmagóricas, labirintos, simulacros… Um Mundus Admirabilis tão fantástico como o País das Maravilhas, e com pessoas tão, ou mais, interessantes que mereceriam ser protagonistas de outros livros. Mas, aqui, emprestaram suas vozes para contar a história da carreira dessa rainha, que não é a de Copas, mas a das Artes, a artista plástica Regina Silveira. Regina é apontada pela crítica como um dos nomes fundamentais da arte contemporânea brasileira. Embora eu não tivesse a compreensão do quão fundamental era ela antes de começar esse projeto. Para mim, a artista era aquela obra: O Paradoxo do Santo, que muito me impressionou, aos dezesseis anos, quando fui ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo pela primeira vez. Depois do encontro com aquela gigantesca sombra de um cavaleiro militar, que se projetava a partir da imagem naïf, de um homenzinho sentado sobre um cavalo, o nome de Regina Silveira nunca mais saiu da minha memória. Era ver outras obras de sua autoria que me vinha a imagem d’O paradoxo… Assim, quando optei por fazer um projeto experimental que unisse as minhas duas paixões − artes plásticas e jornalismo−, o nome de Regina foi o primeiro que me veio à mente. Eu até tentei pensar em outros artistas; no entanto, só conseguia me imaginar escrevendo sobre ela.

Debruçar sobre sua carreira e tentar traduzir, numa linguagem acessível, quem é a artista plástica Regina Silveira não foi uma tarefa fácil. Foi preciso, como diria Humberto Werneck, sujar muito os sapatos. Viajei para Porto Alegre, sua terra natal, para resgatar o começo de sua carreira. Percorri os principais museus de arte de São Paulo à procura de informações sobre os trabalhos desenvolvidos durante os 36 anos em que ela está radicada na capital paulista. Entrevistei mais de quarenta pessoas, que me deram outras visões sobre a artista. E tentei o máximo de contato possível com Regina, que, assim como o coelho branco de Alice, vive correndo a fim de dar conta de tantos compromissos assumidos e acertando os ponteiros do relógio para não chegar atrasada (ela é super-rigorosa com horários).

Coube a essa jovem jornalista, ardendo em curiosidade, mergulhar, sem pensar sequer em como sairia dali outra vez, nessa toca de geometrias intuídas e jogos de representação. Ao longo do caminho, notei que precisaria de muito mais do que essas páginas e muito mais do que um ano para a artista ser bem desenhada. Mas deixo aqui esse esboço, um pequeno rascunho, sobre a carreira de Regina Silveira.

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BRASIL, Terra de Todas as Cores

BRASIL, Terra de Todas as Cores

 

Livro do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br) apresentando a diversidade natural e cultural do país a partir das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Colaborei como assistente editorial, auxiliando na pauta de imagens e no texto.

Ano de edição 2010
Editora Artebr (www.artebr.com)
Idiomas português/inglês/espanhol; português/inglês/francês; português/inglês/italiano; português/inglês/alemão
Formato 31 x 31 cm
Páginas 320
ISBN 978 85 63554 00 0

 

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Profissão…Repórter?

[Resenha para o site de jornalismo (06/10/2006)]

Por Karina Sérgio Gomes, 1º ano de jornalismo

Michelangelo Antonioni discute condição humana em “Profissão: Repórter”

O fugitivo. Talvez esse fosse o melhor nome para Profissão: Repórter, filme de Michelangelo Antonioni lançado em 1975 e agora relançado primeiro olhar, o título da obra em português parece pouco apropriado, já que, salvo alguns flashbacks que mostram entrevistas realizadas pelo personagem principal, o enredo se concentra em temas como a condição humana e a angústia decorrente da busca interior.

A estranheza provocada pelo título se estende ao filme, que nada tem a ver com narrativas óbvias e personagens caricatos de muitos filmes que fazem alusão ao jornalismo, como O Jornal, de Ron Howard. O suspense de Antonioni possui ritmo lento, inovadores recursos de câmera e poucos diálogos.

O roteiro, baseado em obra de Mark Peploe, narra a vida do jornalista David Locke (Jack Nicholson), que está entediado com a rotina de sua vida e profissão. Durante a produção de um documentário sobre movimentos guerrilheiros na África, Locke conhece David Robertson (Chuck MulveHill), que está hospedado em seu hotel. A história dá uma virada quando Locke encontra Robertson morto e, mesmo sem saber quem ele é, resolve assumir sua identidade. Uma caderneta deixada por seu xará e recente amigo lhe servirá de roteiro para uma nova vida, e de entrada para um labirinto sem volta.

Editor do site Cine Reporter, Rodrigo Carreiro, acredita que Profissão: Repórter é um filme “de perguntas e não de respostas”. Tal idéia torna o título do filme totalmente apropriado, fazendo uma analogia à classe de questionadores, que – ao menos em tese – buscam incessantemente a verdade. Com nova identidade, Locke busca sua própria verdade e um sentido para viver, fugindo sempre dos “fantasmas” do passado.

Além do jornalista central, o filme também conta com outros personagens da profissão, como Martin Knight (Ian Hendy), que na tentativa de produzir um programa em homenagem a Locke começa a procurar “Robertson”. A fim de conseguir mais detalhes sobre a suposta morte do repórter, Knight sai da condição de produtor para a de detetive, na busca por Robertson-Locke.

A identificação de características jornalísticas nos personagens é difícil, pois estão representadas de forma superficial. O foco principal está no plano psíquico, marca de Antonioni, que em seus filmes costumaretratar a essência dos personagens. Para mostrar-nos o interior de Locke, o diretor aposta em recursos sofisticados e inovadores para a época, como movimentação de câmeras (que funciona como uma testemunha ocular, apenas observando os acontecimentos) e flashbacks. Talvez por isso o próprio diretor considere Profissão: Repórter, indicado para a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes de 1975, seu filme estilisticamente mais maduro.

Profissão: Repórter
(Professione: Reporter – Itália/Espanha, 1975, 125 min)
Direção: Michelangelo Antonioni
Elenco: Jack Nicholson, Maria Schneider, Jenny Runacre.
DVD: R$ 33,90 – além do filme, a edição traz trailer de cinema, seleção de cenas e comentários em áudio do ator Jack Nicholson e do roteirista Mark Peploe.