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Taísa, de 13 anos, brilha nas quadras em projeto patrocinado pelo Itaú

[Reportagem para o site do banco Itaú]

O Itaú acredita em jovens talentos do esporte, por isso patrocina o Instituto Tênis há três anos e ajuda jovens atletas, como Taísa

Em uma academia em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, jovens atletas do tênis treinam diariamente. Eles fazem parte do Instituto Tênis, uma instituição sem fins lucrativos criada em 2002 e patrocinada pelo Itaú desde 2010. A instituição apoia o tênis nacional, concedendo bolsas a atletas talentosos que não têm condições financeiras de realizar treinamentos e participar de campeonatos. Já passaram por lá nomes como Bia Maia, que apareceu no ranking das 80 melhores tenistas juvenis do mundo em 2012.

Taísa Pedretti, 13 anos, também treina no Instituto Tênis. A adolescente começou a praticar o esporte aos 7 anos, por hobby. “Meu pai jogava no clube perto de casa e eu sempre ficava assistindo. Um dia, pedi para jogar também”, lembra. “Eu fazia ainda aula de natação e futebol, mas gostava mais de tênis.”
Seu professor no clube logo percebeu o talento da garota e a incentivou a fazer um teste no Instituto Tênis para ter mais condições de competir dentro e fora do país. Os candidatos à bolsa, que têm entre 12 e 18 anos, passam por uma avaliação técnica, física e psicológica.

A bolsa lhes garante todo apoio técnico, com treinadores e psicólogos, além de uniforme, tênis, equipamento e financiamento de passagens e hospedagem para participar dos torneios. Ao todo são distribuídas 14 bolsas por ano.

“Novos Gugas”

Taísa entrou para o Instituto no ano passado e já vem dando resultado. Ela é a primeira no ranking brasileiro de tenistas com idade entre 13 e 14 anos. E para isso se esforça muito.

“Sempre chego em casa por volta das nove da noite”, conta a menina, que treina diariamente por quatro horas. E se você pensa que ela vai descansar, está enganado. “Eu ainda estudo e faço as lições da escola.” Como não tem muito tempo para estudar, Taísa diz que sempre presta muita atenção às aulas para fixar o conteúdo.

Quando questionada se um dia já pensou em ser outra coisa, ela responde contundente: “Não, eu sempre quis ser tenista. Eu quero ser uma atleta profissional”. Apesar de ainda ser uma menina, de unhas e pulseiras coloridas, Taísa é muito madura em relação ao seu futuro profissional. “O tênis me deu disciplina. E praticar esportes ajuda a gente a não ser preguiçoso e a correr atrás do que quer”, diz.

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Conheça o Itaúchek, avô dos caixas eletrônicos

[Reportagem para o site do banco Itaú]

Há mais de 40 anos, uma espécie de terminal eletrônico trazia comodidade aos clientes do Itaú

“Anita, agora eu vou fazer aparecer dinheiro!”, diz o rapaz à namorada. Assim começava o comercial do Itaúchek. Não era mágica, mas, em meados da década de 1970, sacar dinheiro do banco, a qualquer hora do dia e da noite, sem que a agência estivesse aberta, era mesmo algo fantástico.

Considerado o avô dos caixas eletrônicos atuais, o Itaúchek permitia que alguns clientes retirassem quantidades limitadas de dinheiro, que vinham em estojos plásticos. Ele foi a solução encontrada pelo Itaú enquanto desenvolvia a Automatic Teller Machine (ATM), o caixa eletrônico. “Vigorava no país a Política Nacional de Informática, que limitava a importação de computadores. Tínhamos de desenvolver tudo internamente, o que nos gerou um atraso”, conta Renato Cuoco, 68 anos, membro do conselho da Itautec.

Perto do que os caixas eletrônicos fazem hoje, a operação que o Itaúchek realizava era simples: “Ele era um dispensador de dinheiro”, diz Renato. Clientes com crédito tinham direito a um número limitado de cartões com furos, que eram interpretados pela máquina. Apesar de a operação ser limitada, o serviço era inovador na época. Pela primeira vez, o brasileiro podia sacar dinheiro fora do horário do funcionamento do banco, ganhando mais autonomia e conveniência.

Os caixas que conhecemos hoje

No início da década de 1980, era hora de o Itaúchek evoluir e dar lugar aos primeiros caixas eletrônicos nas agências do Itaú, desenvolvidos pela empresa de tecnologia Itautec. Ela havia sido fundada em 1979, em uma atitude corajosa, na contramão dos concorrentes, que preferiram utilizar exclusivamente o Banco 24h, criado em 1982 para otimizar os custos.

Os primeiros serviços oferecidos pelos caixas eram simples: saque de dinheiro, consulta de saldo e retirada de extrato. Mas permitiram ainda mais praticidade aos clientes, que podiam acessar a sua conta de qualquer agência e a qualquer momento. “Os clientes ficavam impressionados. Eles sacavam dinheiro e já corriam para outra máquina para verificar o seu saldo, que era atualizado na hora”, conta Renato.

No começo, apenas alguns clientes tinham acesso aos caixas. Mas, com o avanço da tecnologia e do aumento de serviços e produtos oferecidos, eles começaram a ter mais funções e se tornaram mais democráticos. Hoje, o Itaú Unibanco tem cerca de 28 mil caixas espalhados pelo Brasil e pelo mundo, para atender a todos os seus clientes com conveniência. “Acredito que o grande desafio para nosso desenvolvimento tecnológico é continuar insatisfeito e em constante mudança”, diz Renato.

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Conheça Dahlia, a primeira mulher casada a trabalhar no Itaú

[Reportagem e foto para o site Itau.com.br]

Em meados do século 20, era comum que as grandes instituições preferissem contratar funcionárias solteiras, mas Dahlia ajudou a quebrar essa barreira

 

Dahlia, hoje com 83 anos, foi a primeira mulher casada a trabalhar no Itaú

Com dois filhos em idade escolar – a mais velha tinha onze anos e o mais novo, sete – e um orçamento apertado, Dahlia Catafesta Ferrari comunicou ao marido: “Eu vou procurar um emprego”. E ele concordou. Uma atitude moderna para o início dos anos 60, em que poucas mulheres casadas tinham a permissão do companheiro para trabalhar fora de casa.

Em 1961, aos 31 anos, Dahlia arranjou o seu primeiro emprego, no departamento de relações públicas do Banco Brasul, que viria a se unir ao Itaú. Depois de pouco mais de um ano, entretanto, o departamento de relações públicas foi fechado, e Dahlia, demitida. Logo ficou sabendo que o Banco Federal de Crédito (que se tornaria Banco Federal Itaú em 1964) estava admitindo funcionários e foi fazer uma entrevista.

Nessa época, muitas empresas evitavam contratar mulheres que fossem casadas, porque elas poderiam engravidar e largar o emprego para cuidar dos filhos. Mas Dahlia não se deu por vencida. “Expliquei ao gerente que meus filhos já eram grandes e que não poderia mais engravidar, porque tive um problema de saúde”, lembra.

E reafirmou suas qualidades profissionais. Contou que já havia trabalhado em um banco, que tinha boas noções de matemática e que sabia datilografar. “Eu me coloquei à disposição até para fazer qualquer outro teste”, conta. Percebendo que o fato de ser casada poderia impedir que conseguisse a vaga, ela prestou um concurso. Quando foi aprovada no concurso, recebeu a notícia de que também havia sido escolhida no processo do Banco Federal de Crédito.

O começo no banco

“Na hora, eu fiquei na dúvida para qual lugar eu iria. Mas um tio meu me aconselhou a ir para o banco, porque lá eu poderia construir uma carreira”, conta. E assim fez. Em 1º de junho de 1963, Dahlia foi trabalhar na abertura de contas do Itaú. Sua mesa era logo na entrada na agência e tinha até uma plaquinha com o seu nome.

Depois de alguns anos, o banco começou a contratar mais mulheres para trabalhar no atendimento, e Dahlia foi escalada para dar um curso a elas. “Eu ensinava todos os serviços e como elas deveriam se comportar”, conta. Dahlia também ajudou os gerentes a escolherem o uniforme das novas funcionárias. “Escolhi um tailleur com saia e camisa branca”, lembra.

Seu empenho resultou em uma carreira longa e invejável. Foi chefe de seção e de serviço, subgerente e gerente. Aos 62 anos, trinta deles dedicados ao banco Itaú, teve de se aposentar para cuidar da mãe. Agora, aos 83, Dahlia se dedica aos netos e bisnetos em tempo integral. Também adora ir ao shopping e ao cinema. “Eu gosto muito de assistir aos filmes de amor”, conta. Às vezes, também sai com suas amigas. A maioria delas é ex-cliente do banco, com quem Dahlia mantém amizade até hoje.

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Quem pedala vai mais longe

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Dez anos atrás, a vida do carioca Marcelo Coutinho Luz, 42, não era nada fácil. Naquela época, para sustentar a família, ele trabalhava como recreador em hotéis e colônias de férias e dava aula de capoeira – atividade que pratica há 18 anos. As três ou quatro horas que sobravam do dia, ainda passava malhando na academia, para manter o físico aprumado.

Tudo mudou, no entanto, quando ele conheceu um adestrador de cães. Logo de cara, o profissional percebeu que Marcelo levava jeito com os animais, e Marcelo decidiu tentar. Aprendeu a tarefa e recebeu indicações de clientes. Mas, com o novo oficio, ganhou também um desafio: como chegar à casa dos fregueses para pegar os cachorros, já que morava na zona norte do Rio e os clientes na zona sul, a cerca de 30 quilômetros de distância?

“Eu achava que o melhor caminho era ir de bicicleta à casa de uma prima que morava em Ipanema, deixar a bike lá e fazer os trajetos até os clientes de ônibus”, diz. Apesar de ter um bom físico, Marcelo já chegava arrebentado para caminhar com os cachorros. Decidiu, então, inverter o caminho: ir de ônibus até a zona sul, levando a bicicleta para visitar os fregueses. “Eu economiza um bom tempo, mas era muito difícil achar um lugar para estacionar a bike. E ainda corria o risco de roubarem.”

De laranjinha

Em 2011, Marcelo conheceu o Bike Rio – um projeto de aluguel de bicicletas desenvolvido pela prefeitura da capital carioca em parceria com o Itaú e o sistema de bicicletas SAMBA. “Fiz o cadastro no site para usar o equipamento por um mês para ver se tinha alguma vantagem”, fala.

As laranjinhas, como as bikes foram apelidadas no Rio, conquistaram Marcelo. Ele passou a usá-las para fazer todo o trajeto até a casa dos clientes, sem depender de transporte público. No final das contas, passou a economizar duas horas de trajeto. “Aproveitei para pegar mais um cliente e reforçar o orçamento”, conta.

Hoje, não se preocupa mais com o estacionamento da bicicleta, nem com risco de roubo, porque é só devolver o equipamento emprestado nas estações do Bike Rio. “Também não preciso mais ir à academia”, afirma, satisfeito com o corpo malhado no vaivém das pedaladas.

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Um novo modelo de negócio

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

O carioca Maurício da Silva Votre, 35 anos, é formado em publicidade e trabalhou durante cinco anos na área. Cansado do rumo que sua carreira tomava, decidiu fazer um curso de guia de turismo. “Fiz isso já pensando em mudar de profissão”, diz.

Quando seu irmão voltou para o Brasil depois de cerca de três anos morando na Inglaterra, a vontade de empreender ganhou ainda mais força. “Ele é técnico em turismo e chegou animado em criar um negócio próprio”, conta. Somados os dois desejos, em 2006, eles montaram a DNAventura, uma agência de turismo focada em roteiros de ecoturismo no Rio de Janeiro.

No entanto, os dois patinavam um pouco na administração do negócio, por não terem uma formação prática na área administrativa. “Tudo o que a gente fazia era na base da tentativa e erro”, fala Maurício. Atentos às notícias do mundo dos empreendedores, descobriram uma boa oportunidade para mudar: o projeto Extreme Makeover, realizado pela Editora Globo em parceria com o Itaú, que ajuda empresas a gerirem melhor suas finanças e a usarem melhor a tecnologia em prol de seu sucesso.

Tempo de mudanças

Os irmãos embarcaram no projeto em 2011, acreditando que, dali, poderiam surgir ideias para alavancar os negócios da empresa. Depois de seis meses na experiência, Maurício percebeu que sua agência de turismo precisava de uma ação de marketing mais ativa. “Começamos a ligar para as empresas nos apresentando e também marcávamos reuniões para oferecer os nossos produtos e formar parcerias”, conta.

Esses contatos ajudaram os empresários a enxergarem outro tipo de cliente, os corporativos. “Criamos alguns roteiros para as empresas realizarem com seus funcionários”, conta Maurício. “A ideia é levá-los para algum lugar da cidade em que fiquem em contato com a natureza e, lá, participem de uma série de atividades que estimulem a liderança, por exemplo”, explica.

Com esse novo foco, a rentabilidade da agência aumentou. “Antes, demorávamos meses para conseguir atender 80 pessoas. Com nossos clientes corporativos, conseguimos essa marca em um mês”, diz Maurício. Outro plano dos empresários é investir mais em roteiros para turistas estrangeiros. “O Rio está sendo muito procurado por essas pessoas. E não podemos perder essa oportunidade.”

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Nunca é tarde para mudar

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Até 2007, o paulistano José Walter da Costa, 63 anos, três filhos e seis netos, só pensava em seu trabalho em um escritório de contabilidade. “Eu era um sedentário e trabalhava demais”, conta. Mas, naquele ano, José Walter descobriu que estava com um câncer no intestino. Como era de se esperar, sua primeira reação foi de abatimento, mas logo decidiu aproveitar o momento crítico para transformar sua vida. “Resolvi realizar os meus sonhos”, diz.

Como tinha que passar muito tempo no hospital por conta das sessões de quimioterapia, José decidiu usar aquelas horas para escrever uma autobiografia. “Sempre sonhei em escrever um livro. E achei que aquele era um bom momento para fazer um retrospecto da minha vida.”

Trajetória foi lançada em 2010, pela editora Manole. O novo escritor gostou tanto do ofício que hoje mantém uma coluna no site O taboanense. E a realização desse sonho foi só o começo, o ponto de partida para que José Walter descobrisse que era capaz de muito mais.

Corpo são, mente sã

Assim que o tratamento terminou, José Walter passou a acompanhar a mulher, Catarina, 61, às sessões matinais de ginástica do Itaú Viver Mais, um projeto voltado para aposentados e idosos com o objetivo de trazer mais qualidade de vida por meio do lazer e de atividades físicas gratuitas, como caminhadas, aulas de yoga, teatro, dança e coral.

“Eu era um enferrujado e sem disposição. Hoje, eu já consigo encostar as mãos nos pés sem dobrar os joelhos nas aulas de alongamento”, fala. A energia que José tem hoje é de dar inveja a muitos jovens de 20 anos. Ele acorda às 5h30 todos os dias. Uma hora depois, ele e a esposa já estão no Viver Mais para fazer seus exercícios. Voltam para casa às 10h, e José vai para o escritório de contabilidade trabalhar até as 18h. Depois do expediente, o tempo de José ainda é dividido entre ensaios de teatro e canto. “Só volto para casa por volta das 22h.”

Aos sábados, ele participa de uma oficina de teatro para aprimorar ainda mais o talento recém-descoberto. “Os domingos eu reservo para ficar com a esposa, senão ela reclama”, conta, entre risos. Começar a se exercitar e conviver com outras pessoas trouxe mais vigor à sua vida, em um momento fundamental. “Eu sempre digo que nunca é tarde para fazer mudanças. E somos nós os responsáveis por elas”, diz.

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A força que nunca acaba

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Terceira de uma prole de sete mulheres, Elizete Matos, 49 anos, nasceu em Irecê, no interior da Bahia. Veio para São Paulo aos 19 anos, para tentar uma vida melhor. “Aqui eu trabalhei como doméstica, diarista, costureira. Fiz de tudo”, conta. Filha de comerciantes, herdou o tino para lidar com negócios. “Desde que eu era pequena meus pais tiveram comércio”, diz.

Em São Paulo, no entanto, seu marido nunca lhe deixou cuidar do bar que mantinham na frente de sua casa. O estabelecimento foi o primeiro erguido na vila onde o casal morava, na periferia de Itapevi, na Grande São Paulo. Entretanto, depois que se separou, há 10 anos, a rotina de Elizete mudou: ela precisou arregaçar as mangas e tomar conta do negócio.

Volta por cima

“Eu não sabia que tinha tanta força. Quando o meu marido foi embora, eu queria morrer”, lembra. Mas a vontade de dar a volta por cima ocupou o lugar da melancolia. Ela reformou todo o estabelecimento com suas economias mais um empréstimo que fez pelo sistema de Microcrédito do Itaú – sistema do banco que oferece crédito a donos de pequenos negócios e que já realizou mais 28,9 mil operações de financiamento.

Com a reforma, o bar passou a oferecer comida de qualidade aos clientes. Elizete recuperou receitas de sua terra para vender pratos típicos nordestinos aos vizinhos, como sarapatel, mocotó e vaca atolada. A comerciante abre o estabelecimento todos os dias às 10h. “Quando fecho o bar, às 23h, vou para casa cozinhar. Só durmo lá pelas duas da manhã”, conta.

É preciso ter gana sempre

No bairro, Elizete é reconhecida como uma mulher batalhadora. “Eu trabalho de domingo a domingo. E meus vizinhos sempre dizem que eu deveria tirar uns dias para descansar. Mas aí, quem vai cuidar do meu comércio?”, diz. O negócio lhe ajudou a criar suas três filhas, construir uma casa para ela, duas para suas meninas mais velhas e outras duas que ela mantêm alugadas para completar o orçamento.

“Agora estou terminando de fazer mais uma reforma aqui. Vai ficar bonito”, fala, feliz da vida. E pensa que ela já está satisfeita? Elizete pretende se arriscar em outras áreas: “Assim que conseguir juntar mais um dinheirinho, meu plano é montar uma escola para cuidar com minha filha do meio que estuda pedagogia”.

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Maria Victória no país da literatura

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“BA-NA-NA. Mãe, aqui está escrito banana!”, disse Maria Victória, indo ao encontro de Elizangela, que preparava o almoço na cozinha. Essa cena aconteceu em 2011, quando Maria Victória tinha apenas cinco anos. Foi assim que, surpresa, Elizangela descobriu que a filha já sabia ler.

A menina ainda não frequentava a escola, mas conseguia juntar as letrinhas e decodificá-las como uma criança de sete anos. O encontro de Maria Victória com a literatura aconteceu cedo. A secretária executiva Elizagela Pereira Soares da Silva, 32 anos, sempre leu para filha. E, quando a menina tinha dois anos, esse contato se aprofundou.

Juntando as letrinhas

Em 2008, numa visita à casa da tia Eliane, que mora em Curitiba, no Paraná, Maria Victória ganhou uma coleção de livrinhos. A irmã de Elizangela tinha conseguido os títulos por meio do programa “Leia para uma criança”, do Itaú Criança, que doa todos os anos obras infantis a quem se cadastra no site.

A menina ficou tão feliz que, quando voltou para casa, no Rio de Janeiro, pedia sempre para a mãe ler os livros para ela. Entre uma leitura na cama e outra no sofá, Maria Victória aprendeu a ler sozinha com as histórias de Os Três Porquinhos, Lobisomem e O Jogo da Parlenda. “Chegou um momento em que ela já sabia as histórias de cor”, conta Elizangela.

Livros e mais livros

Em 2011, Elizangela acessou o site do Itaú Criança para tentar solicitar outros títulos para a filha. Quando o pacote com os novos livros chegou, Victória não conseguia esconder a felicidade. Queria levá-los ainda embrulhados no papel do correio para a escola – que tinha começado a frequentar naquele ano – e ler aos colegas de classe que ainda não sabiam compreender as letras.

Sentada num cantinho da sala, Maria Victória começou a leitura e os amiguinhos se colocaram a sua volta para ouvi-la contar as histórias. Naquele dia, todas as crianças voltaram para casa pedindo a suas mães para lerem sozinhas como a colega. De acordo com a professora da menina, ela ajudou a despertar nos alunos o gosto pela leitura.

Desse momento em diante, sempre que Maria Victória recebe a visita de um coleguinha, ela logo mostra os livros que tem e pergunta: “Você quer que eu leia alguma história para você?”.

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Esporte para todos

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Edson Muniz, 35 anos, nasceu em Cruz, no interior do Ceará. Durante a sua infância, era raro ser escolhido para integrar os times de futebol do colégio. “Eu só jogava se fosse o dono da bola”, diz. Depois de adulto, aos 26 anos, decidiu cursar a faculdade de educação física. “Eu queria ajudar quem não era bom nos esportes, como eu”, conta.

Edson, no entanto, não conseguia traduzir esse pensamento nas aulas. Nos dias de capoeira, por exemplo, o professor queria que todos os seus alunos se aplicassem e se saíssem bem, até os menos habilidosos. E ficava angustiado quando alguém não se interessava. “Eu queria que todos eles tivessem ritmo. Como se tivessem nascido para aquilo”, diz.

Em 2009, foi contratado pela prefeitura de Cruz e começou a dar aula na Escola de Ensino Médio São Francisco da Cruz. Lá, foi indicado para fazer um curso no Instituto Esporte & Educação, que ensina aos professores de educação física a metodologia do esporte educacional, cuja finalidade é formar um cidadão crítico, criativo e protagonista por meio do esporte.

Conhecimento e prática

Em 2011, Edson deu mais um grande passo. Junto com a prefeitura, coordenou a Caravana do Esporte, uma ação que visa garantir o direito da criança à atividade física. Organizada pelo canal ESPN, pelo Instituto do Esporte & Educação, pela UNICEF e patrocinada pelo Itaú, a Caravana se instala na cidade durante sete dias e monta uma arena em espaço cedido pela prefeitura. Durante essa semana, cerca de 250 professores recebem uma formação sobre o que é o esporte educacional e depois repassam os conceitos aos três mil alunos que passam por ali.

Passada a experiência, Edson ainda não estava satisfeito: “Eu queria participar mais, me envolver com a meninada”, fala. Três meses depois, o professor ficou sabendo que teria uma edição da Caravana em Assaré, também no Ceará. Ele cruzou o estado, viajando 700 quilômetros, para participar da ação. “Eu sabia que era importante receber a formação da Caravana para melhorar as minhas aulas.”

Tanto empenho realmente impactou nas aulas de Edson. Ele conseguiu despertar maior interesse de seus alunos pelo esporte. Antes, apenas seis estudantes participavam de suas aulas. Hoje, são mais de vinte. “Primeiro, eu converso com eles para entender o que sabem. Depois, eu os ajudo a explorarem o seu melhor”, conta. “As aulas ficaram muito mais prazerosas porque todo mundo participa.”

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Palavras para a vida

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Thairiny Ribeiro, na época com 17 anos, cursava o terceiro ano do Ensino Médio e procurava um tema para escrever um artigo de opinião. “Eu tinha que encontrar um assunto que caracterizasse um problema da cidade”, lembra a jovem, que na época morava em Limeira, interior de São Paulo.

Um dia, lendo o jornal, uma notícia sobre o comércio de bijuterias da cidade lhe chamou a atenção. Achou que aquele poderia ser um bom tema para participar da Olimpíada de Português Escrevendo o Futuro, promovida pela Fundação Itaú Social, com o objetivo de ajudar a melhorar o ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras.

Para se certificar de que o assunto renderia um bom texto, conversou com os professores, pesquisou sobre o problema e entrevistou pessoas que ganhavam a vida trabalhando com semijoias. “Achei que o tema era pertinente por abordar a condição de trabalho dessas pessoas e também a questão ambiental. Pois os resíduos do folheamento das bijuterias, descartados sem cuidado, poluem os nossos rios”, conta.

Sujando os sapatos

Durante uma semana, Thairiny pesquisou o tema na internet, entrevistou vizinhos que trabalham na confecção de semijoias e usou até sua própria mãe como fonte. “Quando eu era pequena, ela trabalhava com isso para complementar a nossa renda. Mas depois de uns três anos parou”, diz.

Para dar um embasamento mais teórico ao texto, Thairiny recorreu também às aulas de sociologia que tinha e chegou a citar o pensador Karl Marx em sua redação. “Na época em que estava escrevendo o texto, começamos a estudá-lo, e eu achei que as suas ideias combinavam muito com o meu tema.”

Leitora voraz da obra de Machado de Assis, sabia que empregar a ironia de seu autor favorito não seria uma boa saída, mas que poderia se inspirar nele para escrever um texto bem objetivo. “Eu tinha que ser clara para ir direto ao ponto”, diz. A estudante fez e refez o texto muitas vezes até chegar ao resultado esperado.

Com a boca no trombone

Thairiny não acreditava que sua redação passaria da seleção municipal porque o tema era uma questão delicada para a cidade, que vive praticamente da confecção e do comércio de bijuterias. No entanto, a aluna não só passou pela etapa municipal, como também pela estadual. Thairiny viajou para Brasília para disputar a final nacional.

Hoje, aos 19 anos, a estudante de engenharia civil da Universidade Federal de São Carlos, ainda fica orgulhosa ao falar sobre sua redação. “Meu texto foi para os jornais da cidade, fui chamada para falar dele na televisão”, conta. “Acho que, depois disso, eu consegui chamar atenção para o caso e alertar as pessoas.”