Marceneiro: como calcular o preço do seu trabalho?

Conteúdo para o site da Masisa.

Você às vezes fica em dúvida sobre como cobrar pelo seu trabalho? Isso é muito comum, principalmente entre profissionais iniciantes. No passado, existia a seguinte fórmula, ainda praticada no mercado: multiplicar os gastos com material por dois ou três e passar o resultado da conta como orçamento para o cliente. Porém, isso mudou.

“Essa fórmula era para um tempo em que as pessoas compravam produtos à vista e com dinheiro”, explica o consultor do Sebrae, Felipe dos Anjos Chiconato. “Hoje, o marceneiro paga imposto da empresa, a taxa para trabalhar com a máquina de cartão de débito ou crédito e outros encargos. Por isso, essa tática não se aplica mais”, completa.

Siga os passos do consultor do Sebrae para aprender a precificar e dar o valor correto ao seu trabalho.

  1. Saiba qual é o seu custo

Para cobrar um preço justo e ter lucro, você precisa saber qual é o seu custo. Custo não é apenas o material utilizado na peça, mas também seus gastos com deslocamento para entrega e orçamento, alimentação, energia elétrica da oficina para ligar as máquinas e suas horas trabalhadas. O valor de um orçamento não pode ser menor do que a soma de tudo que você gasta para trabalhar.

  1. Saiba qual é o preço praticado no mercado

Faça uma pesquisa entre os concorrentes da sua região e veja quanto eles cobram pelo mesmo serviço que você oferece. Seu preço não pode ser muito menor nem muito maior do que os praticados pelos outros fornecedores. “Ao analisar o mercado e comparar, você consegue se posicionar no radar dos clientes”, explica Chiconato. Imagine que uma pessoa tem dois orçamentos para o mesmo item, em que os preços são de R$ 5.000 e R$ 5.500. Se o seu valor for R$ 3.000, será difícil ela acreditar que seu item é melhor só porque está mais barato.

  1. Qual é o seu lucro?

Para saber qual é o lucro, faça a seguinte conta. Primeiro, fixe o preço de venda. Em seguida, subtraia dele dois itens: os custos variáveis e as despesas de venda. Dessa conta você chegará a um valor que é chamado margem de contribuição. Para seguirmos na explicação é preciso que você compreenda o que são cada um desses itens.

  1. a) Custos variáveis são todas despesas que você tiver na execução do serviço. Por exemplo, os painéis de MDF, as dobradiças, parafusos, outras ferragens, deslocamento para montagem e também o valor da sua hora de trabalho envolvida no processo produtivo e na montagem.
  2. b) Despesas de venda são impostos, taxas de cartão, custos de boletos, comissões de outros funcionários ou serviços terceirizados. É tudo o que você “gasta” para poder comercializar seu produto.

Voltando à conta. Margem de contribuição é o que fica na empresa para pagar as despesas fixas e gerar o lucro. “Em outras palavras, é como cada venda contribui para pagar as despesas que são fixas da sua marcenaria, como aluguel do imóvel, funcionários, entre outros”, resume Felipe. Uma vez que todas essas contas estejam pagas, o que sobrar da margem de contribuição é o seu lucro.

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