Conheça o Itaúchek, avô dos caixas eletrônicos

[Reportagem para o site do banco Itaú]

Há mais de 40 anos, uma espécie de terminal eletrônico trazia comodidade aos clientes do Itaú

“Anita, agora eu vou fazer aparecer dinheiro!”, diz o rapaz à namorada. Assim começava o comercial do Itaúchek. Não era mágica, mas, em meados da década de 1970, sacar dinheiro do banco, a qualquer hora do dia e da noite, sem que a agência estivesse aberta, era mesmo algo fantástico.

Considerado o avô dos caixas eletrônicos atuais, o Itaúchek permitia que alguns clientes retirassem quantidades limitadas de dinheiro, que vinham em estojos plásticos. Ele foi a solução encontrada pelo Itaú enquanto desenvolvia a Automatic Teller Machine (ATM), o caixa eletrônico. “Vigorava no país a Política Nacional de Informática, que limitava a importação de computadores. Tínhamos de desenvolver tudo internamente, o que nos gerou um atraso”, conta Renato Cuoco, 68 anos, membro do conselho da Itautec.

Perto do que os caixas eletrônicos fazem hoje, a operação que o Itaúchek realizava era simples: “Ele era um dispensador de dinheiro”, diz Renato. Clientes com crédito tinham direito a um número limitado de cartões com furos, que eram interpretados pela máquina. Apesar de a operação ser limitada, o serviço era inovador na época. Pela primeira vez, o brasileiro podia sacar dinheiro fora do horário do funcionamento do banco, ganhando mais autonomia e conveniência.

Os caixas que conhecemos hoje

No início da década de 1980, era hora de o Itaúchek evoluir e dar lugar aos primeiros caixas eletrônicos nas agências do Itaú, desenvolvidos pela empresa de tecnologia Itautec. Ela havia sido fundada em 1979, em uma atitude corajosa, na contramão dos concorrentes, que preferiram utilizar exclusivamente o Banco 24h, criado em 1982 para otimizar os custos.

Os primeiros serviços oferecidos pelos caixas eram simples: saque de dinheiro, consulta de saldo e retirada de extrato. Mas permitiram ainda mais praticidade aos clientes, que podiam acessar a sua conta de qualquer agência e a qualquer momento. “Os clientes ficavam impressionados. Eles sacavam dinheiro e já corriam para outra máquina para verificar o seu saldo, que era atualizado na hora”, conta Renato.

No começo, apenas alguns clientes tinham acesso aos caixas. Mas, com o avanço da tecnologia e do aumento de serviços e produtos oferecidos, eles começaram a ter mais funções e se tornaram mais democráticos. Hoje, o Itaú Unibanco tem cerca de 28 mil caixas espalhados pelo Brasil e pelo mundo, para atender a todos os seus clientes com conveniência. “Acredito que o grande desafio para nosso desenvolvimento tecnológico é continuar insatisfeito e em constante mudança”, diz Renato.

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