A força que nunca acaba

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Terceira de uma prole de sete mulheres, Elizete Matos, 49 anos, nasceu em Irecê, no interior da Bahia. Veio para São Paulo aos 19 anos, para tentar uma vida melhor. “Aqui eu trabalhei como doméstica, diarista, costureira. Fiz de tudo”, conta. Filha de comerciantes, herdou o tino para lidar com negócios. “Desde que eu era pequena meus pais tiveram comércio”, diz.

Em São Paulo, no entanto, seu marido nunca lhe deixou cuidar do bar que mantinham na frente de sua casa. O estabelecimento foi o primeiro erguido na vila onde o casal morava, na periferia de Itapevi, na Grande São Paulo. Entretanto, depois que se separou, há 10 anos, a rotina de Elizete mudou: ela precisou arregaçar as mangas e tomar conta do negócio.

Volta por cima

“Eu não sabia que tinha tanta força. Quando o meu marido foi embora, eu queria morrer”, lembra. Mas a vontade de dar a volta por cima ocupou o lugar da melancolia. Ela reformou todo o estabelecimento com suas economias mais um empréstimo que fez pelo sistema de Microcrédito do Itaú – sistema do banco que oferece crédito a donos de pequenos negócios e que já realizou mais 28,9 mil operações de financiamento.

Com a reforma, o bar passou a oferecer comida de qualidade aos clientes. Elizete recuperou receitas de sua terra para vender pratos típicos nordestinos aos vizinhos, como sarapatel, mocotó e vaca atolada. A comerciante abre o estabelecimento todos os dias às 10h. “Quando fecho o bar, às 23h, vou para casa cozinhar. Só durmo lá pelas duas da manhã”, conta.

É preciso ter gana sempre

No bairro, Elizete é reconhecida como uma mulher batalhadora. “Eu trabalho de domingo a domingo. E meus vizinhos sempre dizem que eu deveria tirar uns dias para descansar. Mas aí, quem vai cuidar do meu comércio?”, diz. O negócio lhe ajudou a criar suas três filhas, construir uma casa para ela, duas para suas meninas mais velhas e outras duas que ela mantêm alugadas para completar o orçamento.

“Agora estou terminando de fazer mais uma reforma aqui. Vai ficar bonito”, fala, feliz da vida. E pensa que ela já está satisfeita? Elizete pretende se arriscar em outras áreas: “Assim que conseguir juntar mais um dinheirinho, meu plano é montar uma escola para cuidar com minha filha do meio que estuda pedagogia”.

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