Uma escola feita de educação e arte

[Perfil para o blog do Itaú, no site do prêmio Trip Transformadores, sobre pessoas que a instituição ajudou a transformar suas vidas.]

Em meados da década de 1970, as mães da comunidade Monte Azul, na zona sul de São Paulo, padeciam por não ter uma creche para deixar seus filhos. As crianças, sem ter onde ficar, perambulavam pela cidade. Em 1975, alguns desses pequenos foram bater na porta da pedagoga alemã Ute Craemer. A professora, que já tinha vontade de trabalhar em alguma comunidade carente da cidade, resolveu ajudar a meninada.

Com apoio de empresas e amigos alemães, em 1979, Ute conseguiu uma verba para construir uma creche para crianças de 3 a 7 anos, em um terreno da comunidade doado pela prefeitura. Naquele ano, Ute ainda ganhou a ajuda da pedagoga alemã Renate Keller Ignácio. “Desde que me formei em arte-educação, sempre quis trabalhar em algum país que chamávamos na época de subdesenvolvido”, conta Renate.

No início, as duas conseguiam educar apenas sete crianças dentro da linha pedagógica que seguiam, a Waldorf – que foca no desenvolvimento do ser humano a partir das vivências com o meio. Logo, Renate começou a dar aulas a mulheres interessadas em trabalhar na creche. As vagas aumentaram a partir da formação de novas professoras.

Nesse período, Renate e Ute recebiam doações, que eram usadas para comprar barracos dentro da comunidade e montar ali outras pequenas creches. “Eram pequenos polos educativos, em que duas professoras cuidavam de até 15 crianças”, explica.

Tudo em um lugar só
Em 2005, para conseguir a ajuda da prefeitura e aumentar o número de vagas, a escolhinha precisaria atuar em apenas um endereço. A princípio, as criadoras do projeto ficaram receosas. “O trabalho que fazíamos irradiava um pouco para todo o entorno de onde estavam essas escolas”, lembra Renate.

As pequenas creches foram substituídas por uma escola com capacidade para mais de 100 crianças. Mas a comunidade ainda carecia de um berçário para os bebês. Sem recursos para as obras, Renate e o grupo de gestores da Associação Comunitária Monte Azul enviaram um projeto ao Itaú Social solicitando uma ajuda para ampliar a escola. E, em 2011, foram contempladas com cerca de R$ 100 mil.

A verba foi utilizada para construir o berçário e uma sala para alunos em fase de alfabetização – de 4 a 6 anos. “Ficamos muito felizes”, diz Renate. “Nesse prédio novo conseguimos preservar as características educacionais dos nossos pequenos polos.”

Além da creche, a Associação mantém outros núcleos voltados a educação e cultura nas comunidades Horizonte Azul e Peinha. Também promove mutirões de saúde e luta por melhorias das condições básicas do local, como saneamento e energia elétrica. Ao todo cerca de 1.200 pessoas, entre crianças e jovens, são ajudados pela ONG.

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